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Mais uma vez, um grande vazamento de dados pessoais atingiu brasileiros. Ao menos 10 milhões de senhas de e-mails foram divulgadas na internet no início de fevereiro. Entre os dados expostos, estão mais de 4,5 mil senhas do setor público, de órgãos como Câmara dos Deputados, Supremo Tribunal Federal (STF) e Petrobras.

As informações são da empresa de cibersegurança Syhunt, obtidas por meio de uma análise feita para o jornal O Estado de S. Paulo. Os 10 milhões de dados de brasileiros são parte de um número ainda mais alto de senhas vazadas. Foram expostas 3,28 bilhões de chaves pessoais de usuários de todo o mundo.

A análise da Syhunt mostra que os dados foram publicados inicialmente em 2 de fevereiro. No entanto, as informações foram excluídas e adicionadas novamente ao site no dia 17 de fevereiro. Desta vez, as senhas não estavam à venda: qualquer interessado poderia baixar as bases.
Informações

O hacker publicou os arquivo com um título que sugere que as informações têm diversas origens e podem ter saído de vários vazamentos diferentes. Não se sabe se existe ligação entre este incidente e o megavazamento de janeiro.

O número de e-mails vazados com o domínio “.br” chega a 10 milhões. No entanto, outros brasileiros podem ter sido afetados, caso não utilizem o domínio “.br”. Por isso, não é possível dimensionar a quantidade exata de pessoas do país que foram afetadas.

Órgãos públicos

Ao menos 68,5 mil senhas de e-mails que utilizam o domínio “gov.br”, do governo federal, foram vazadas. Segundo a Syhunt, foram expostas 4,5 mil chaves do domínio “jus.br”, referentes ao STF, e 218 do domínio “camara.leg.br”, da Câmara dos Deputados.

Com o domínio “senado.gov.br”, foram encontradas 547 senhas. Cerca de 28 endereços ligados à Presidência da República aparecem na lista.

Entre os e-mails encontrados, está o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na época em que ele era deputado federal. Também foram identificados dados do gabinete do ministro Dias Toffoli e de Teori Zawascki, morto em 2017. O ex-deputado Jean Wyllys também teve informações divulgadas. Além disso, senhas ligadas à Petrobras e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, foram identificadas.

A reportagem procurou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para saber se há alguma investigação em curso sobre o caso. No entanto, nenhum retorno foi obtido até a publicação desde texto. O espaço segue aberto.

Fonte: Metropoles