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Antes da pandemia do coronavírus, o Brasil já era o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Agora, a perda de um ente querido, o isolamento social e o desemprego provocados pela Covid-19 estão agravando esse quadro. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, em setembro do ano passado, mostrou que 86% dos entrevistados tinham sintomas de ansiedade. Uma delas é Rachel Freire da Silva, que tem 24 anos e é concurseira. Ao longo dos últimos meses, ela percebeu que não estava se sentindo bem. “Estava tendo crises de choro sem um exato motivo, não estava triste por algo, mas acho que era um conjunto de coisas, me sentindo sobrecarregada. Todo mundo está um pouco fragilizado com essa época de pandemia.”

Sem dinheiro para pagar por um atendimento psicológico, Raquel descobriu em janeiro um aplicativo que oferece acolhimento gratuito em sessões de quinze minutos de duração. Lançado há oito meses, o Vibe Saúde já realizou cerca de 15 mil atendimentos. A gerente da equipe de psicólogos do aplicativo, Milena Fernandes Mata, conta que os casos atendidos neste período estão relacionados à pandemia e aos efeitos dela. “Os casos que têm chegado para a gente bastante relacionado à ansiedade, essa incerteza, medo do futuro, perda de renda familiar, medo de perder parentes queridos, luto, e a gente percebeu aumento significativo de violência doméstica.” Segundo Milena, o atendimento é importante para evitar que quadros de ansiedade avancem para uma depressão. (Jovem Pan)