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Na semana entre 4 e 10 de abril, aponta a Fiocruz, se manteve alta a taxa de transmissão do vírus no país, com números recordes de óbitos – média de 3.020 mortos por dia – e aumento de novos casos, cerca de 70.200 casos diários.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI no Sistema Único de Saúde (SUS) se mantiveram “predominantemente estáveis e muito elevadas”, informou a Fiocruz. Dezesseis estados e o Distrito Federal têm taxas de ocupação superiores a 90%: Rondônia (96%), Acre (92%), Tocantins (90%), Piauí (94%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (98%), Pernambuco (97%), Sergipe (94%), Minas Gerais (91%), Espírito Santo (95%), Rio de Janeiro (90%), Paraná (95%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso do Sul (100%), Mato Grosso (98%), Goiás (96%) e Distrito Federal (98%).

“As taxas de ocupação de leitos de UTI permanecem muito críticas, mas parece se consolidar lentamente a tendência de melhoria do quadro na Região Norte e em alguns estados como Maranhão, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul”, diz o documento.

O Maranhão (78%) saiu da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, e houve quedas significativas do indicador no Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%).

Para controlar a disseminação da pandemia, os pesquisadores da Fiocruz reforçam que é fundamental que os municípios brasileiros, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas, em especial dentro de cada região metropolitana. Isso porque um pico de contaminação de um município pode comprometer os esforços das cidades vizinhas e forçar o prolongamento dos períodos de restrição.

Foto: Divulgação/PMPA