Quando se trata da pandemia, Brasil está em primeiro lugar em descaso – Porto Alegre 24 horas
Foto: Antonio Lacerda | EFE

Quando se trata da pandemia, Brasil está em primeiro lugar em descaso

Começa a faltar tudo, desde medicamentos até profissionais de saúde; se depender de si mesmo, o próprio país afunda de vez diante dos olhares complacentes de suas autoridades

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Brasil pede socorro à ONU. O Brasil precisa de vacina. E só se fala em vacina, mas não para agora. São milhões de vacina, mas para setembro. São outros milhões, mas para junho. E assim por diante. Por quê? Porque quando o Brasil teve oportunidade de comprar, não comprou. Agora quer, mas não tem. Os laboratórios internacionais estão comprometidos com outros países. No que diz respeito à pandemia, o Brasil está em primeiro lugar em descaso. As coisas vão caminhando aos tropeços e, muitas vezes, envolvidas em muito desprezo daqueles que se julgam impunes. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), enviou ofício ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, relatando a situação do Brasil nestes tempos ruins, dizendo que a questão é dramática. Pediu à ONU a antecipação da entrega de vacinas por meio da Covax Facility. Mas por que o presidente do Senado fez o pedido? O Brasil não tem governo? O ofício foi enviado na quinta-feira, 1º, após o Senado ter aprovado apelo à comunidade internacional para que o país possa adquirir mais vacinas, até porque, se depender do Brasil, o próprio Brasil afunda de vez diante dos olhares complacentes de suas autoridades, a começar pelo presidente da República, que continua na sua cantilena de ser o sábio do mundo em relação à Covid-19.

O mundo inteiro está errado. Os maiores laboratórios científicos do mundo, as mais importantes autoridades do setor, os países mais adiantados em ciência – estão todos enganados, a palavra certa sobre a doença está no Brasil. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ainda não conseguiu provar ser uma pessoa séria para o cargo que ocupa. Todo cheio de um verniz que não convence. No entanto, ele é o presidente do Senado. E como tal, informou à ONU que a situação brasileira é insustentável e que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil se tornou o epicentro mundial da pandemia, com mais de 12 milhões infectados e mais de 320 mil mortos. E os contágios aumentam a cada dia. Pacheco observou que o sistema de saúde do Brasil chegou no limite de sua capacidade. Na verdade, evitou dizer que o sistema entrou em colapso. No fundo, começa a faltar tudo, desde medicamentos até profissionais de saúde. Falta até oxigênio.

A Covax Facility é uma iniciativa da OMS da Coalização para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI) e da Aliança Mundial para Vacinação e Imunização (GAVI), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Além de tentar viabilizar as vacinas, o presidente do Senado pediu à ONU sugestões que possam ajudar o Brasil a sair dessa situação que só existe porque o governo brasileiro não deu ao vírus a atenção necessária pelo perigo que representava ao mundo. Tratou da questão como uma coisa qualquer e até, muitas vezes, ofendeu a população brasileira que não escondeu seu medo diante da pandemia, à medida em que o número de óbitos aumentava no Brasil e no mundo. Então chegamos a isso e não poderia ser diferente. O Brasil está pedindo socorro às entidades internacionais. O que se teme é que o pedido de ajuda esteja chegando tarde demais. Uma coisa é certa: se quisermos mesmo resolver essa tragédia da Covid-19 é preciso colocar na cabeça que nada deve se esperar do governo. Nada. Mas nada mesmo. No entanto, a população já começa a sentir cada vez mais que o tempo do deboche já passou. É preciso agir, torcendo para que ainda dê tempo e que a pilha de mortos não aumente como se fosse de objetos descartáveis, que não servem mais. Infelizmente não acontece entre nós o que se vê em outros países: a união em torno de uma causa. No Brasil tudo vira política e as pessoas doentes morrem sem atendimento nas portas dos hospitais. (Jovem Pan)

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