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Saiba quais segmentos de negócios mais crescem na pandemia

Saber ser flexível e se adaptar às novas circunstâncias por meio da inovação foram elementos importantíssimos nesse último ano e o segredo para se manter presente no mercado. 

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A pandemia trouxe dentre tantos impactos novos modelos de negócio e transformou o comportamento do consumidor. Junto ao surto do Covid-19 veio também a imposição da quarentena no Brasil e no mundo.

Com o vírus circulando por aí, as pessoas tiveram que fazer um isolamento social rigoroso, para se protegerem do contágio e sobreviverem ao Covid-19.

Em contrapartida, o grande desafio da população foi conseguir ganhar dinheiro e se sustentar sem poder sair de casa. Em alguns casos houve a adaptação à nova realidade e as pessoas puderam continuar trabalhando por Home Office.

Já outra parcela da sociedade não teve a mesma sorte, com a perda do emprego e sem perspectivas para trabalhar. Em muitas empresas houve demissão em massa e outras não aguentaram se manter na crise.
Por outro lado, temos uma grande quantidade de negócios que cresceram durante a pandemia e elaboraram novas possibilidades de atuação.

Saber ser flexível e se adaptar às novas circunstâncias por meio da inovação foram elementos importantíssimos nesse último ano e o segredo para se manter presente no mercado.
Diante a tantos desafios, saber se reinventar e estar atento às novas possibilidades é o que diferencia as empresas sobreviventes à pandemia. O mercado digital sem dúvidas foi um diferencial para os negócios em 2020 e continua sendo.

Com o isolamento social, o único comércio possível nos últimos meses tem sido o e-commerce, em todas suas variadas plataformas de venda.
Neste post vamos te mostrar de que forma o mercado digital cresceu tanto no último ano de 2020 e quais os segmentos que se destacam como negócios mais promissores durante a pandemia.

O crescimento do e-commerce

Alguns segmentos que já estavam presentes no mundo digital com loja virtual, tiveram que se aprimorar mais ainda no e-commerce e se ajustar a novos modelos de consumo.

Enquanto outra parcela de segmentos que eram exclusivamente físicos, tiveram finalmente que aderir e entrar no mercado digital.

O e-commerce cresceu 75% em 2020 comparado ao ano anterior, de acordo com um relatório da MasterCard SpendingPulse. Esse aumento no mercado digital está completamente atrelado ao início do distanciamento social com a pandemia.

As pessoas tiveram transformações significativas em todas as áreas de sua vida, seja no modo de pensar até o modo de agir. Novos comportamentos de consumo foram gerados e isso tudo influenciou para o crescimento do consumo online.

A possibilidade de comprar qualquer produto a qualquer momento, sem ter contato físico com outras pessoas e poder efetuar pagamento digital são uns dos vários fatores que somaram muito durante a pandemia e que fez o comércio digital atrair mais adeptos.

Depois desta pandemia, os negócios deverão se acostumar ao “novo normal” e as empresas que investem no mercado digital e possuem loja virtual serão as grandes líderes, independente de qual seja o segmento.

Farmácias

O mercado de farmácias e drogarias foi um dos mais movimentados durante a pandemia. Isso porque, em uma crise sanitária e humanitária, com impactos gravíssimos na saúde, só poderia refletir dessa forma majoritariamente na venda de medicamentos.

Um outro fator importante foi o aumento grandioso no lucro das vendas na internet por loja virtual e nos aplicativos com delivery. A necessidade de permanecer em quarentena e fazer distanciamento social foi o fator decisivo para que isso acontecesse.

Quando falamos em farmácias, logo é possível associar a um ambiente frequentado por pessoas doentes o tempo todo, que vão em busca de medicamentos principalmente para a Covid.

Com isso, grande parte da população desenvolveu um determinado receio e preocupação em ir até esses lugares, devido ao contágio da doença. Neste cenário, temos milhões de brasileiros que fizeram a sua primeira compra online em 2020, principalmente em drogarias e farmácias.

Os sites e lojas online de farmácias como Ultrafarma, Drogasil e Pague Menos estão entre as 5 mais acessadas em fevereiro de 2021, de acordo com relatório de e-commerce feito pela Conversion.

Setor alimentício

Outro setor que aumentou as vendas online consideravelmente foi o comércio de alimentos e bebidas. No ano de 2020, a maioria dos brasileiros também aderiram ao delivery de comidas e bebidas para consumo.

Restaurantes tiveram que reformular os modelos de negócio e criar novas experiências para o cliente consumir em casa em meio ao caos da crise da Covid-19.

Por outro lado, várias famílias que ficaram desempregadas encontraram neste segmento uma forma de ganhar dinheiro e de se sustentar, trabalhando em casa. Foram várias as iniciativas de caixas temáticas, comidas regionais e até mesmo alimentos saudáveis.

Os negócios relacionados ao setor de alimentos e bebidas se tornaram um dos setores em destaque no ano de 2020 e com tendência promissora para aqueles presentes no e-commerce.

O Menu Dino, uma plataforma que permite aos restaurantes e chefs de cozinha publicarem e disponibilizarem cardápios, teve 31,3 milhões de acessos em fevereiro de 2021, segundo relatório da Conversion.

A previsão para 2021 é um investimento ainda maior em tecnologia para manter o mercado estimulado, cada vez mais focado em novas experiências virtuais ao novo modelo de consumidor.

Sem dúvidas o mercado alimentício está entre os mais favoráveis de 2021, mas é importante estar atento às novas tendências e em constante adaptação. O Ifood já estuda o delivery feito por drones e a cada minuto o futuro se torna mais presente.

E-commerce de importados

Os marketplaces de importados estão em destaque nos negócios que cresceram durante a pandemia. O setor de importados teve quase 1,3 bilhões de acessos em fevereiro de 2021, segundo dados também da Conversion.

Em destaque, temos a Shein, um e-commerce de fast fashion da China que ganhou os consumidores brasileiros nos últimos meses e a Shopee, outro e-commerce asiático que teve um aumento expressivo de representantes no Brasil.

Dentre as consequências da pandemia e do isolamento social, o aumento da ansiedade entre a população foi significativo e junto a isso veio uma onda de consumismo. Algumas pessoas ociosas em casa tendem a buscar recompensas nas compras, como uma forma de extravasar.

Com as plataformas de marketplace, loja virtual, e o e-commerce em geral, tudo ficou ainda mais fácil. As pessoas possuem um shopping disponível 24h em seus smartphones e isso influencia ainda mais para o aumento desse mercado.

Pet shop

Os pet shops são um nicho de mercado bem específico que também cresceu muito durante a pandemia. Além do isolamento social e o lockdown dificultar os serviços de pet shop físicos, o e-commerce serviu como uma nova fórmula de atendimento muito mais personalizada.

Isso porque algumas grandes marcas do mercado investiram finalmente no e-commerce e aplicativos de venda, com novas experiências de cuidado com o pet. A Petz, uma das gigantes do mercado, é um exemplo de recorde de acessos mensais no e-commerce.

Ao aderir o mercado digital como principal formato de venda, as lojas físicas passam a ser apenas um braço do e-commerce, disponíveis para serviços como banho e tosa e cuidados manuais, que não são possíveis de serem executados exclusivamente pelo e-commerce.

A tendência é que esse mercado cresça ainda mais nos próximos anos, com novas experiências de vendas ao consumidor em ambientes virtuais.

Em decorrência da pandemia e do isolamento social, muitas pessoas foram estimuladas a adotarem animais de estimação como companhia.

Conclusão

As previsões para o mercado digital no ano de 2021 são ainda mais positivas do que as do ano de 2020. A pandemia do Coronavírus trouxe uma nova perspectiva ao mercado e mudou por completo o comportamento de consumo das pessoas.

Estar atento a essas transformações e à demanda desse novo modelo é o ponto crucial para se destacar nos negócios e se manter em destaque.

O e-commerce ocupa hoje um dos principais espaços de venda e se direciona para um alcance ainda maior nos próximos anos. Entender essa nova realidade é saber se posicionar no mercado e fazer bons negócios mesmo em períodos incertos. (O Sul)