Foto: Câmara Municipal de Porto Alegre

Vereadores aprovam criação de frente parlamentar para discutir ‘possíveis benefícios do tratamento precoce’ em Porto Alegre

Cloroquina e hidroxicloroquina estão entre os medicamentos do chamado “tratamento precoce”

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Por 26 votos favoráveis e 6 contrários, a Câmara de Vereadores da Capital aprovou nesta quarta-feira (31) a criação da Frente Parlamentar sobre os Possíveis Benefícios do Tratamento Precoce no Combate à Pandemia de Coronavírus no Município de Porto Alegre. Proponente da frente, a vereadora Mônica Leal (PP) diz que o objetivo da iniciativa será trazer para o debate e para esclarecimentos “essa questão de saúde que é tão presente, e polêmica, quando se fala na covid-19”.

“O requerido justifica-se pela necessidade de discussão sobre as políticas públicas inerentes ao combate à pandemia de Coronavírus. Consabido que muitos médicos repudiam qualquer forma de tratamento precoce da doença, porquanto tantos outros médicos demonstram existir tratamentos precoces que podem auxiliar em larga escala na cura da doença. Nestes termos, com o intuito de debater e clarear o tema no âmbito deste Município, utilizando-se dos termos do Regimento Interno desta Câmara, a criação desta Frente Parlamentar proporcionará um debate qualificado, preciso e eficaz nos aspectos relacionados ao tratamento precoce, tão debatido neste momento”, diz o texto de justificativa da proposição.

Tratamento precoce, ou kit covid, é o termo que vem sendo empregado para descrever o uso de medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, vitamina D, vitamina C, entre outros, no combate à covid-19. Até o momento, não há comprovação de que esses medicamentos sejam eficazes, assim como já há relatos de que o uso indevido da ivermectina para o combate ao coronavírus tem causado problemas hepáticos. Contudo, a distribuição desses medicamentos vêm sendo promovida pelo governo de Jair Bolsonaro e foi autorizada em Porto Alegre pelo prefeito Sebastião Melo (MDB).

Foram contrárias ao projeto as bancadas do PSOL e do PCdoB. Não votaram os vereadores Idenir Cecchim (MDB), Mauro Zacher (PDT), Moisés Barbosa (PSDB) e o presidente da Casa, Márcios Bins Ely (PDT). Os demais vereadores foram favoráveis, incluindo os quatro que integram a bancada do PT. De acordo com a assessoria do partido, a votação não levou em conta o mérito da proposta, ao qual os vereadores seriam contrários, mas, sim, a tradição da bancada de votar a favor da criação de frentes por considerar que a responsabilidade por elas é de seus proponentes.

Na mesma linha, a vereadora Mônica Legal fez um discurso na tribuna de defesa da aprovação da criação de frentes parlamentares. “Ou nós vamos decidir que frentes são pra debate, e que todos têm o direito a trazer os seus temas, concordem ou não, ou vai ficar difícil”, disse.

Também nesta quarta, a Câmara aprovou a criação de outras 15 frentes, incluindo seis propostas pela oposição, todas por vereadores do PT: Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública, Plural, Democrática e Cidadã; Frente Parlamentar Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher; Frente Parlamentar em Defesa da Cultura; Frente Parlamentar em Apoio ao Povo Cubano; Frente Parlamentar pela Diversidade; Frente Parlamentar em Defesa da Estratégia da Saúde da Família e de seus Profissionais; e Frente Parlamentar da Economia Solidária.

Sul21