Viúva de João Alberto recusa R$ 1 milhão de indenização do Carrefour – Porto Alegre 24 horas

Viúva de João Alberto recusa R$ 1 milhão de indenização do Carrefour

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto em um Carrefour de Porto Alegre
Foto: Arquivo pessoal

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A viúva de João Alberto, Milena Borges Alves, recusou R$ 1 milhão em proposta de acordo com o Carrefour. Seu marido morreu após ter sido espancado por dois seguranças em uma unidade da rede na zona norte de Porto Alegre (RS), em 19 de novembro do ano passado. As informações são do UOL.

De acordo com a reportagem, os advogados de Milena devem entrar na Justiça e cobrar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Metade do valor seria por indenização por dano moral e a outra metade por dano material.

Seis pessoas viraram réus por homicídio triplamente qualificado, sendo que dois seguranças foram presos no dia do crime. Segundo o UOL, os advogados de Milena dizem que encerraram as negociações com a empresa no último dia 24, porém o Carrefour contesta a informação da família e diz estar negociando indenização com o Ministério Público.

Ainda de acordo com o UOL, um dos motivos para a recusa do valor é que ele seria o mesmo pago pela rede pela morte do cão Manchinha, espancado por um segurança do mercado em uma unidade em Osasco, em São Paulo, em 2018.

Os advogados da viúva criticaram o valor oferecido pelo Carrefour a Milena em uma carta aberta: “Não podemos deixar de comparar o Manchinha com o Nego Beto [como era conhecido João Alberto]. Parece grosseiro fazer este comparativo, mas torna-se impossível não traçar um paralelo, pois parece que, para o Carrefour, o valor dado a vida de um cachorro e de um ser humano é exatamente o mesmo”.

Ao UOL, o advogado Hamilton Ribeiro lembrou do caso de George Floyd, morto por um policial em maio do ano passado nos EUA. A indenização paga à família foi de US$ 27 milhões, o equivalente a R$ 150 milhões à época.

“É muito injusto. Eles literalmente acabaram com a vida da Milena. Ela mal sai de casa, não trabalha mais, dorme duas a três horas por dia e tem medo de ser atacada ao ir para a rua”, diz o advogado.

“A comparação é inevitável (entre o caso de João Alberto com George Floyd). (…) Quando vale a vida de um negro afro-brasileiro e um negro afro-americano? Quando vai ter fim a síndrome do cachorro vira-lata”, dizem os advogados de Milena na carta-aberta.

Segundo o UOL, o Carrefour fechou acordo em relação à filha de Milena e enteada de João Alberto. O pai da vítima, o pastor João Batista Rodrigues, também fechou negociação com a rede de supermercados, segundo o advogado Rafael Peter Fernandes. Os valores não foram revelados ao termo de confidencialidade.

O Carrefour disse, em nota, que o valor oferecido para a viúva de João Alberto é “bastante superior” por danos morais ao estipulado para indenização por morte de familiar pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e maior do que o informado pela defesa de Milena. (IstoÉ)

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