Foto: Reprodução

Casal teve veículo apedrejado minutos antes do ataque que matou passageira de carro na entrada de Porto Alegre

“Pensei que era um cachorro, mas era uma pedra no capô”, diz vítima que procurou a polícia para relatar ocorrência.

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Um casal que estava voltando de Curitiba, no Paraná, relata que teve uma pedra arremessada contra o carro no acesso à Avenida Castelo Branco, logo após a freeway, na entrada de Porto Alegre. O caso ocorreu 40 minutos antes de outra pedra ter atingido o carro em que estava Munike Fernandes Krischke, 45 anos, na noite de sábado (12). Ela foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O casal está procurando nesta segunda-feira (14) a Polícia Civil e o relato pode auxiliar a investigação no primeiro ponto que ainda está em aberto: o local exato da tragédia.

A engenheira Ana Paula Amaral, 31 anos, estava dentro do próprio carro, uma Pajero conduzida pelo namorado, e os dois voltavam de uma temporada na casa de familiares no Paraná. Segundo ela, o casal estava conversando, já mais tranquilo porque estava próximo da entrada da Capital. Apesar de não ter conseguido perceber o trecho perfeitamente, Ana notou que haviam passado a Arena e que viu a mureta dos trilhos do trensurb, por isso ressalta que estaria já passando pelas alças de acesso da ponte do Guaíba, entre a freeway e a Avenida Castelo Branco.

— A gente ouviu um estouro muito alto e eu pensei que era um cachorro, que tínhamos atropelado um cachorro, algo neste sentido, mas meu namorado disse que era uma pedra que havia batido no nosso capô, era uma pedra muito grande — ressalta Ana.

Segundo a passageira do veículo, ela não acreditou que pudesse ser um assalto, apesar de já saber de ataques semelhantes em outras ocasiões. O casal não parou e seguiu viagem, acreditando que uma pedra poderia ter se soltado da mureta dos trilhos do trem ou caído da alça de acesso da elevada que liga a Avenida Sertório à ponte do Guaíba.

Ana diz que eles estavam em uma velocidade de 80 km/h e que a pedra rolou por cima do automóvel. Ela relata que ligou para a concessionária que administra a via e foi orientada a enviar um e-mail. O casal voltou ao local no dia seguinte e confirmou que não foi um acidente. Ao saber da notícia sobre a morte de Munike, procurou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Gravataí. Mesmo assim, os dois informam que nesta segunda-feira contataram a Polícia Civil.

Polícia investiga dois locais

O caso é investigado pela delegada Roberta Bertoldo, titular da 2ª Delegacia de Homicídios. Ela procura testemunhas e imagens, assim como outras possíveis vítimas. Para a delegada, o caso mais provável é que houve uma tentativa de assalto, nos dois fatos. O depoimento de Ana será importante para a investigação pelo fato de que ainda se procura identificar o local exato da tragédia que matou Munike: ou foi na alça de acesso da ponte da antiga ponte do Guaíba, que é o local mais provável, ou na alça de acesso da ponte nova.

A PRF informa que tem ocorrido dois casos semelhantes por semana neste ano em vias federais da Região Metropolitana. Além de rondas constantes, o inspetor Felipe Barth reforça a importância de ligar para o 191. No caso de Munike, uma viatura foi acionada cerca de 50 minutos depois e, ao chegar no local, não havia mais suspeitos ou vestígios do caso.
Barth também apura o local exato e destaca que houve outra denúncia semelhante praticamente no mesmo horário na BR-116, em Canoas. Contudo, o suspeito abordado foi liberado porque as vítimas seguiram viagem. A PRF recebeu uma denúncia feita por uma testemunha que havia visto um carro sendo apedrejado no trecho.
Fonte: Alegretetudo / Gaucha ZH