Foto: Estadão Conteúdo

Para o pós-pandemia, ricos desejam lazer e pobres querem comida, aponta FGV

Famílias com ganhos acima de R$ 9.600 querem gastar mais com viagens, restaurantes e atividades sociais; lares com renda menor do que R$ 2.100 buscam maior o consumo de alimentos e compra de bens duráveis

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a expectativa de consumo pós-pandemia revelou que as famílias mais ricas esperam aumentar especialmente o consumo de serviços de entretenimento, alimentação e alojamento. Já os mais pobres desejam comprar mais comida, roupas e produtos de cuidados pessoais.

De acordo com o levantamento, 70% das famílias com renda acima de R$ 9.600 disseram que vão gastar mais com viagens, restaurantes, cinema e atividades sociais. Já os núcleos familiares com renda entre R$ 4.800 e R$ 9.600 preferem aumentar gastos com roupas, saúde e cuidados pessoais. Além disso, 42,9% dos entrevistados que tem renda familiar entre R$ 2.100 e R$ 4.800 também apontaram um desejo maior de gastar com viagens, restaurantes, cinema e no convívio social. Enquanto famílias com renda menor do que R$ 2.100 se dividiram entre os que preferem aumentar o consumo de alimentos (18,8%) e com bens duráveis (18,8%).

Os pesquisadores acreditam que a faixa de renda mais baixa está reagindo ao aperto, porque nos últimos meses diminuiu o consumo de comida, o que é um resultado da inflação elevada no preço dos alimentos e a redução no valor do auxílio emergencial do governo. Praticamente todos os percentuais subiram em relação à pesquisa de janeiro, quando foi iniciado o programa de vacinação no Brasil. Ao todo, foram ouvidos 1.610 consumidores em junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais e o grau de confiança de 95%. (Jovem Pan)