O morador de Porto Alegre Álvaro Júnior denunciou ter sido prejudicado após comprar ingressos antecipadamente para o festival Planeta Atlântida, em dezembro, por meio de venda realizada por terceiros em grupos de WhatsApp e redes sociais. Segundo o relato, o pagamento foi efetuado com antecedência, mas os ingressos do setor contratado não foram entregues até o início do evento.
De acordo com Álvaro, a negociação ocorreu no dia 10 de dezembro, quando foram adquiridos dois ingressos do setor Arena Premium, ao valor de R$ 2.300 cada, pagos via Pix. A compra antecipada tinha como objetivo garantir acesso a um setor com número limitado de entradas e permitir que ele permanecesse próximo de amigos que também haviam adquirido ingressos semelhantes.
Ainda conforme o consumidor, no momento da compra foi informado de que a aquisição antecipada garantiria prioridade na entrega das pulseiras de acesso. No entanto, ao longo das semanas seguintes, Álvaro passou a cobrar a entrega, recebendo sucessivas promessas e justificativas, como dificuldades para buscar os ingressos e atrasos operacionais.
Com a aproximação do evento, a situação se agravou. Já no dia do festival, Álvaro foi informado de que não havia mais ingressos disponíveis no setor Arena Premium, sendo oferecida, como alternativa, a troca por outro setor, o que foi recusado por não corresponder ao contratado.
Após pressionar por uma solução e informar que buscaria seus direitos, o valor pago foi devolvido somente após o evento já ter iniciado. Apesar do reembolso, Álvaro afirma que houve prejuízo, uma vez que perdeu a oportunidade de acessar o evento no setor adquirido, além de não haver tempo hábil para buscar alternativas.
Segundo o relato, após a devolução do valor, os mesmos responsáveis pela venda voltaram a anunciar ingressos disponíveis para o setor Arena Premium, fato que aumentou a insatisfação do consumidor e levantou questionamentos sobre a condução da negociação.
O caso foi exposto nas redes sociais como alerta ao público, acompanhado de prints de conversas, anúncios de venda e comprovantes de pagamento. A denúncia reforça o cuidado necessário na compra de ingressos por meio de terceiros, especialmente fora dos canais oficiais.
Álvaro afirma que decidiu tornar o caso público para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação e orienta que consumidores redobrem a atenção antes de realizar pagamentos antecipados sem garantias formais.



