Suzane von Richthofen voltou a ser notícia ao entrar com uma ação judicial para pleitear a herança deixada pelo tio, o médico Miguel Abdalla Netto, cujo corpo foi encontrado sem sinais aparentes de violência em uma residência na zona sul de São Paulo. O espólio é estimado em aproximadamente R$ 5 milhões e já se tornou motivo de disputa entre familiares.
A movimentação começou ainda antes do enterro de Miguel, quando Suzane compareceu à 27ª Delegacia de Polícia para tentar liberar o corpo do parente. O pedido foi negado pela Polícia Civil, pois o corpo já havia sido liberado anteriormente para outra prima da vítima, que organizou o sepultamento na cidade de Pirassununga.
Após a negativa da polícia, Suzane recorreu ao fórum, solicitando tutelas para garantir acesso aos bens deixados pelo tio. A disputa judicial envolve não apenas ela, mas também outras parentes, entre elas Silvia Magnani, prima de Miguel, que foi a responsável pela liberação do corpo e organizou o funeral.
Advogados consultados por veículos de imprensa explicam que, na ausência de testamento e de herdeiros diretos como cônjuge, filhos ou pais, sobrinhos podem pleitear a herança na Justiça — o que inclui tanto Suzane quanto seu irmão, Andreas von Richthofen.
Ré uma figura conhecida na Justiça brasileira
Suzane von Richthofen ganhou notoriedade nacional ao ser condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato de seus pais em 2002, um crime que chocou o país e que foi amplamente noticiado ao longo dos últimos anos. Embora tenha perdido o direito de herdar a fortuna deixada pelos pais na época, a legislação brasileira não impede, por ora, que ela dispute heranças de outros parentes.
O caso segue sob análise das autoridades e a disputa pela fortuna deixada por Miguel deve ser definida em instâncias judiciais competentes.



