Após a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 16 de janeiro, muitos estudantes relataram uma diminuição significativa na nota da redação. A situação gerou questionamentos e preocupação entre candidatos e educadores.
De acordo com apuração do portal g1, três alterações nos critérios de correção do exame foram identificadas após o acesso a documentos confidenciais. As mudanças teriam impactado diretamente o desempenho dos alunos, especialmente na correção da redação.
Uma das principais alterações envolve o uso do repertório sociocultural. A nova orientação estabelece um diálogo entre as competências 2 e 3, determinando que repertórios considerados inadequados sejam descontados simultaneamente nas duas competências, o que aumentou a perda de pontos dos candidatos.
Outra mudança significativa ocorreu na competência 5, que trata da proposta de intervenção. Agora, são exigidos cinco elementos obrigatórios: ação, agente, finalidade, meio e detalhamento da proposta. Até 2024, a ausência de qualquer um desses itens resultava em um desconto de 40 pontos. No entanto, a partir de 2025, a falta do elemento “ação” pode acarretar uma penalização de até 120 pontos.
A terceira alteração está relacionada a outra competência e diz respeito ao uso de elementos coesivos, como “dessa forma” e “consequentemente”. Antes, a aplicação desses conectivos era avaliada de forma mais matemática e automática. Agora, a correção passou a considerar a contextualização e o uso adequado dos termos ao longo do texto.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela aplicação do exame, negou que tenham ocorrido alterações nos critérios de correção do Enem.



