Dupla é condenada a mais de 90 anos de prisão por assassinato de grávida em Gravataí – Notícias
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Foto: MPRS/Reprodução

Dupla é condenada a mais de 90 anos de prisão por assassinato de grávida em Gravataí

Eles também foram responsabilizados pelo crime de aborto e por cinco tentativas de homicídio contra familiares da vítima

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Após três dias de julgamento, encerrado na madrugada desta sexta-feira (27), o Tribunal do Júri condenou dois dos cinco acusados denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pela morte de Ana Paula Leal Pedrozo, de 20 anos, que estava grávida de seis meses. Eles também foram responsabilizados pelo crime de aborto e por cinco tentativas de homicídio contra familiares da vítima.

Um dos réus recebeu pena de 106 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão. O outro foi sentenciado a 92 anos, 5 meses e 15 dias de prisão. Os demais acusados foram absolvidos das imputações de homicídio e tentativas de homicídio, decisão que será contestada pelo MPRS por meio de recurso.

Além disso, os cinco denunciados foram condenados por associação criminosa armada.

A acusação no plenário foi conduzida pelos promotores de Justiça Priscilla Raminelli Leite Pereira, da comarca responsável pelo caso, e Eugênio Paes Amorim, que atuou pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS.

Conforme sustentado pela acusação, as provas apresentadas indicaram que os dois condenados organizaram uma emboscada contra o carro onde estavam Ana Paula e familiares, em maio de 2015. Ao todo, 56 disparos foram efetuados contra o veículo.

O ataque resultou na morte da jovem e do feto, além de deixar duas mulheres e um homem feridos. Outros dois ocupantes do automóvel não foram atingidos.

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe — relacionado a vingança — e o fato de as vítimas terem sido surpreendidas, sem possibilidade de defesa, enquanto estavam dentro do carro.

De acordo com o Ministério Público, o atentado teria sido motivado por conflitos ligados ao controle do tráfico de drogas na região da Parada 79, em Gravataí. A investigação aponta que a ação foi determinada por lideranças de um grupo criminoso após o assassinato do marido de Ana Paula, ocorrido dias antes.

Ainda segundo a apuração, os atiradores estariam em um veículo modelo Corsa equipado com giroflex e teriam continuado os disparos mesmo após serem alertados de que familiares da jovem também estavam no automóvel.

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