Ré acusada de atrair fotógrafo para emboscada será julgada novamente em Canoas – Notícias
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Ré acusada de atrair fotógrafo para emboscada será julgada novamente em Canoas

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em julho de 2015, quando a mulher teria atraído a vítima para um local previamente combinado

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Uma mulher denunciada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por atrair o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, então com 22 anos, para uma emboscada que resultou em sua morte será submetida a novo julgamento na próxima terça-feira (3), em Canoas. O júri foi marcado após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) anular a sessão realizada em 2023, atendendo a pedido do MPRS, sob o argumento de que a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas no processo.

Neste novo julgamento, a ré responderá apenas por homicídio qualificado, já que a punibilidade pelo crime de ocultação de cadáver foi extinta. As qualificadoras apontadas na denúncia incluem motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O coautor do crime foi condenado pelo Tribunal do Júri em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa.

A acusação será sustentada pelas promotoras de Justiça Daniela Fistarol, da comarca, e Rafaela Hias Moreira Huergo, designada pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ). Em manifestação conjunta, o MPRS reafirmou a convicção quanto à responsabilidade da ré, apontada como principal articuladora do crime ao lado do coautor já condenado. Segundo a instituição, o conjunto probatório confirma a presença das qualificadoras reconhecidas judicialmente, e a expectativa é de que o novo julgamento restabeleça a resposta estatal adequada aos fatos.

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em julho de 2015, quando a mulher teria atraído a vítima para um local previamente combinado em Canoas. Embora mantivesse relacionamento com o coautor, ela também se relacionava com o fotógrafo, o que teria motivado o assassinato por ciúmes. Conforme o Ministério Público, o casal planejou a execução e efetuou disparos contra Gargioni durante o encontro marcado pela própria acusada.

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