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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

STF condena irmãos Brazão por mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes

Decisão unânime da Primeira Turma aponta que crime teve motivação política e envolveu organização criminosa ligada à milícia; ex-chefe de Polícia Civil é condenado por corrupção e obstrução, mas absolvido do homicídio por “dúvida razoável”.

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, os irmãos Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão, o Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

O colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Também votaram pela condenação os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Domingos Brazão e Chiquinho Brazão receberam pena de 76 anos e 3 meses de prisão, cada um. Eles foram condenados por duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada, segundo a decisão. A acusação sustenta que, além de Marielle e Anderson, houve tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora da vereadora, que sobreviveu ao atentado.

Outros réus: condenações e absolvição parcial

Além dos irmãos Brazão, o STF condenou mais três acusados por participação no esquema criminoso:

  • Ronald Paulo Alves Pereira: pena de 56 anos.
  • Rivaldo Barbosa (ex-chefe da Polícia Civil no RJ): pena de 18 anos por corrupção passiva e obstrução de Justiça; ele foi absolvido do homicídio qualificado por insuficiência de prova (“dúvida razoável”), segundo relatos do julgamento.
  • Robson Calixto Fonseca: pena de 9 anos por participação em organização criminosa.

Motivação: atuação política e interesses ligados à milícia

De acordo com a linha apresentada na ação, Marielle teria sido alvo por se tornar obstáculo a interesses políticos e econômicos atribuídos ao grupo, em um contexto relacionado a disputas e negócios ilegais ligados a milícias no Rio.

A investigação também se apoiou nas colaborações de Ronnie Lessa (apontado como autor dos disparos) e Élcio de Queiroz (motorista do carro usado no crime), que já haviam firmado acordo e indicado os supostos mandantes.

Indenização e efeitos na vida pública

Além das penas de prisão, a Turma determinou indenização de R$ 7 milhões às famílias e medidas como perda de cargos públicos e inelegibilidade por oito anos, conforme publicações que acompanham o julgamento.

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