O número de acidentes envolvendo motocicletas aumentou neste ano em Porto Alegre. Mais de 3.000 motoqueiros se envolveram em acidentes na Capital gaúcha resultando em 42 mortes. As motos representam 10% da frota de veículos na cidade, mas mesmo assim foi responsável por 64% dos óbitos em acidentes de trânsito.

O diretor presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação Fabio Berwanger fala que a motocicleta é um alvo comum de acidentes, mas classifica os dados apresentados como preocupantes.

“A motocicleta por si só é um dos atores mais frágeis no trânsito, após um pedestre e uma bicicleta, vem uma moto. É natural que a motocicleta tenha mais acidentes e que isso gere mais feridos e mais mortes.

Para diminuir os números, a EPTC vem realizando mais de 160 ações na área da educação, instruindo os motoristas a terem maior cuidado no trânsito. Além disso, projetos de engenharia pretendem aumentar a segurança dos motoristas. Têm sido desenvolvidos bolsões para posicionar as motos durante o semáforo.

Mas o principal alvo está na fiscalização. Das 42 mortes registradas com motocicletas, 12 foram com pessoas sem carteira de habilitação. Muitos desses motoristas adquirem os veículos em mercados ilegais. Berwanger afirma que a irregularidade contribui para o aumento de ocorrências.

Somente no mês de novembro, foram registrados dois óbitos, 24 atropelamentos e 285 feridos em mais de 300 acidentes com motocicletas. O levantamento foi divulgado segunda-feira (16) à tarde pela EPTC. (Guilherme Milman | Band)