Foto: Divulgação

Morre João Acaiabe, de “Chiquititas” e “Sítio do Picapau Amarelo”

Ator tinha 76 anos e foi infectado com a Covid-19 em meados de março

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Morreu, aos 76 anos de idade, o ator João Acaiabe, que estava internado em estado crítico por conta da Covid-19. A informação foi confirmada a Quem pelo filho dele, Eduardo Acaiabe, na manhã desta quinta-feira (1º). No dia 31 de março, sua equipe divulgou que ele foi diagnosticado com a doença no dia 15 daquele mês.

Transplante

Em setembro do ano passado, João, que estava na fila de transplante, recebeu a notícia que duas pessoas se apresentaram para lhe doar um rim. “Isso é realmente comovente!”, afirmou o ator, que sofria de insuficiência renal e fazia sessões de hemodiálise em um hospital de São Paulo.

Os possíveis doadores, um homem e uma mulher, chamados Rosana e Emerson, se ofereceram para ajudá-lo em vídeos exibidos no programa Balanço Geral. “Obrigada, obrigada”, disse João. “Rosana, eu te agradeço imensamente. Emerson, meu menino bonito, muito agradecido. Sensibilidade e emoção a gente não ganha de ninguém. Ou a gente tem ou a gente não tem”, agradeceu o ator.

Com a visibilidade trazida por sua situação, João ajudou a conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. “É uma coisa importantíssima e tem que fazer (se declarar doador) em vida, porque a família não sabe depois como agir”, afirmou ele, na fila há nove meses, ao apresentador Roberto Gottino.

Trajetória 

Nascido em Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, João, além de ator, foi autor, contador de histórias, radialista, dublador e professor de interpretação. Na TV, ficou mais famoso por papéis como Tio Barnabé em Sítio do Picapau Amarelo (2001-2006), Seu Pimpinonni na nova versão da telenovela Uma Rosa com Amor e Chef Chico no remake de Chiquititas (2013-2015), além de contar histórias no programa infantil Bambalalão, na TV Cultura.

Com uma carreira como ator desde o fim dos anos 1970, tem um extenso currículo no cinema e na TV. O curta O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, de Jorge Furtado e José Pedro Goulart, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator e o kikito no Festival de Gramado em 1986. Em 2016 foi homenageado como Artista do Ano no I Prêmio AATA de Teatro Amador.

João começou a carreira como locutor e, depois de estudar teatro na Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD) e também foi um ativista em prol da cultura para todos, especialmente para os negros. Ministrou aulas de teatro para adolescentes na antiga FEBEM (hoje a Fundação Casa), participou de movimentos de igualdade racial e foi professor de teatro no Colégio Santo Américo, em São Paulo. (O Sul)