Pelo segundo ano seguido, o Brasil não terá horário de verão, quando os relógios são adiantados em uma hora com o objetivo de diminuir o consumo de energia entre outubro e fevereiro, aproveitando mais a luz solar.

Em abril do ano passado, por decreto, o presidente Jair Bolsonaro encerrou o horário de verão após um estudo do Ministério de Minas e Energia. “Nos últimos anos, com as mudanças no hábito de consumo da população e a intensificação do uso do ar-condicionado, o período de maior consumo diário de energia elétrica foi deslocado para o período da tarde, quando o horário de verão não tinha influência. Como a luz traz consigo o calor, o horário de verão também passou a produzir um efeito de aumento de consumo em determinados horários, que já superavam seus benefícios”, explicou a pasta.

A redução da economia de energia com o horário de verão começou a ser percebida e questionada em 2017, quando foi registrada uma queda de consumo da ordem de 2.185 megawatts, equivalente a cerca de R$ 145 milhões. Em 2013, a economia havia sido de R$ 405 milhões, caindo para R$ 159,5 milhões em 2016, uma redução de 60%.

O Sul