Assassinatos na Zona Leste foram feitos por presidiários em videoconferência e custou R$ 100 mil – Porto Alegre 24 horas

Assassinatos na Zona Leste foram feitos por presidiários em videoconferência e custou R$ 100 mil

Guerra entre as facções Bala e Antibala tem sido alvo de operações dos órgãos de segurança.
Foto: Divulgação/Polícia Civil

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Pelo menos dez pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (22) pela Polícia Civil em cumprimento de ordens judiciais em Porto Alegre. A Operação Constrição, que também cumpriu mandados de busca e apreensão, foi originada de investigações que apuraram uma sequência de seis homicídios, ocorrida no fim de janeiro, no bairro Jardim Carvalho, na Zona Leste da Capital.

As mortes, dentro do contexto de disputa por pontos de tráfico de drogas entre facções criminosas, aconteceram num intervalo de menos de 48 horas.

Do total de presos, 4 já estavam recolhidos ao Sistema Prisional. No Presídio Central, aliás, desdobramentos da operação, com apoio da Brigada Militar (BM), realizaram revistas em ao menos uma das galerias.

As mortes colocaram as forças de segurança pública em alerta, principalmente, diante do fato de possíveis retaliações. Após a sequência de homicídios, diversas prisões foram efetuadas pela BM, inclusive, havendo confronto armado em alguns dos episódios. Numa das ocasiões, um quarteto criminoso foi capturado antes de colocar em prática um atentado que serviria como vingança às mortes no fim de janeiro.

Conforme informações, as reuniões para decidir quem deveria morrer, ocorreram dentro do Presídio Central, por meio de videoconferência e ao todo a “operação” custou cerca de R$ 100 mil, com contratação de executores, aluguéis, compra de armas, alimentação e etc..

A investigação aponta como sendo da facção Antibala, sediada na Vila Cruzeiro, os responsáveis pelos ataques na Zona Leste, nos locais dominados pelo grupo Bala na Cara, com base na Vila Bom Jesus.

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