Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Queiroga critica passaporte de vacina e defende volta às aulas no 2º semestre

Ministro afirmou que ‘não é fundamental que todos os professores tenham sido imunizados com duas doses’ para o retorno presencial e prometeu se encontrar com Milton Ribeiro para discutir o assunto

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O Ministério da Saúde promete vacinar até setembro toda a população adulta com a primeira dose contra o coronavírus. De acordo com a pasta, mais de 80 milhões de imunizantes já foram distribuídos a Estados e municípios. Uma projeção indica que o país terá disponíveis mais 100 milhões pelos próximos três meses. As estimativas do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, apresentadas em audiência no Senado Federal, coincidem com calendários dos Estados. Ainda na apresentação aos senadores, o ministro Marcelo Queiroga defendeu a volta às aulas no segundo semestre.

“No meu entendimento, não é fundamental que todos os professores tenham sido imunizados com duas doses para o retorno das aulas. Com uma estratégia adequada de testagem, podemos compatibilizar o retorno das aulas com a identificação dos casos positivos e a partir daí ter o retorno de aulas, isso já tem acontecido em alguns Estados e na própria iniciativa privada”, afirmou o ministro, que prometeu se encontrar com Milton Ribeiro, da pasta da Educação, para discutir o retorno das escolas pelo país.

O chefe da Saúde é contra a iniciativa de impor certificado de vacina para viagens. “Em relação ao chamado passaporte para os indivíduos que tomaram a vacina, o Data SUS já tem um certificado digital. E alguns países têm restrições para vacina A, ou vacina B. Essa questão será superada no momento que nós tenhamos o controle da pandemia e com as vacinas a nossa esperança é que isso aconteça ainda esse ano, nesse segundo semestre. Esse tipo de iniciativa perde o objeto, porquanto se tem o controle da pandemia”, disse. O ministro da Saúde se diz preocupado com o aumento de pacientes que procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) com doenças relacionadas ao pós-covid. Sobre o número de casos no país, Marcelo Queiroga ressalta que o Brasil ainda está em um “platô” considerado perigoso. (Jovem Pan)