Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, morta a facadas no último sábado (3) em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, era bombeira civil, técnica em segurança do trabalho e descrita por amigos como uma mulher alegre, dedicada e sempre disposta a ajudar. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, um homem de 44 anos, preso em flagrante. O caso é investigado como feminicídio.
Natural de São Gabriel, Gislaine havia construído sua vida profissional na área da segurança, atuando como bombeira civil e buscando constante qualificação. Segundo pessoas próximas, ela cursava faculdade na área e tinha planos de crescimento profissional.
De acordo com a Polícia Civil, o relacionamento entre Gislaine e o suspeito durou cerca de três anos e havia terminado recentemente. A motivação do crime, segundo a investigação, estaria ligada à decisão da vítima de encerrar a relação. Testemunhas afirmam que ela sofria violência psicológica, com episódios de ciúmes excessivos, xingamentos e acusações constantes.
A investigação aponta que, após o crime, o suspeito tentou simular um suicídio, enviando mensagens do celular da vítima para despistar familiares e vizinhos. A Brigada Militar foi acionada após pessoas próximas estranharem o conteúdo das mensagens. Ao chegar à residência, os policiais encontraram Gislaine já sem vida, com sete ferimentos de faca.
O suspeito foi localizado no local, fingindo estar desacordado. Ele foi levado a um hospital, mas não apresentava lesões compatíveis com a versão apresentada e acabou preso em flagrante após receber alta.
A Polícia Civil informou que não havia registros anteriores de boletim de ocorrência ou pedidos de medida protetiva feitos pela vítima. O corpo de Gislaine está sendo velado em São Gabriel, onde ocorre o sepultamento nesta segunda-feira (5).
O caso reforça o alerta das autoridades para a importância da denúncia de casos de violência doméstica e do apoio às vítimas, mesmo quando a agressão ocorre de forma psicológica e silenciosa.



