A Operação Mirage, deflagrada nesta terça-feira (13) pela Polícia Civil, investiga uma complexa rede criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais, investimentos falsos, criptomoedas, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, estelionato e crimes cibernéticos. A ofensiva é coordenada pela Dicesp/DERCC e ocorre simultaneamente em São Paulo e Goiás.
As autoridades cumpriram 125 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e bloqueio de ativos digitais em exchanges. Três suspeitos foram presos e diversos equipamentos eletrônicos, chips de telefonia e veículos de luxo foram recolhidos.
De acordo com a investigação, o grupo criminoso se apresentava como empresa de consultoria financeira. O contato inicial ocorria por meio de anúncios patrocinados que prometiam lucros elevados no mercado de ações. Posteriormente, as vítimas eram induzidas a migrar para operações com criptomoedas em plataformas fraudulentas.
Conforme a Polícia Civil, os valores transferidos pelas vítimas eram pulverizados por empresas de fachada e convertidos rapidamente em criptoativos, dificultando o rastreamento. A apuração segue em andamento para identificar todas as vítimas e bloquear novos ativos ligados ao esquema.
Polícia Civil.



