ALERTA VERMELHO: maioria das vítimas de feminicídio no RS não tinha medida protetiva – Notícias
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Foto: Freepik

ALERTA VERMELHO: maioria das vítimas de feminicídio no RS não tinha medida protetiva

Além disso, 59 mulheres nunca haviam feito registro policial por violência doméstica

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou um dado alarmante sobre a violência contra a mulher no Estado: das 80 vítimas de feminicídio registradas em 2025, 75 não possuíam medida protetiva de urgência no momento do crime. Além disso, 59 mulheres nunca haviam feito registro policial por violência doméstica.

As informações fazem parte do Mapa de Feminicídio 2025 e revelam uma realidade preocupante: em grande parte dos casos, a violência não chega ao conhecimento das autoridades antes de evoluir para o desfecho mais grave. Para a polícia, isso indica que muitas vítimas permanecem em silêncio e sem acesso à rede de proteção.

Somente no início de 2026, a Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), ligada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), já apurou mais de 100 denúncias contra agressores no Rio Grande do Sul, dentro das ações de combate à violência de gênero.

Segundo a diretora da Dipam em Porto Alegre, a delegada Waleska Aline Viana de Alvarenga, buscar ajuda formal pode ser decisivo para salvar vidas. “A vítima deve ir até a Polícia para registro e solicitação da medida protetiva de urgência, a fim de resguardar sua integridade física e moral”, destacou.

O levantamento também aponta o perfil das vítimas: 74,6% tinham entre 18 e 49 anos, faixa etária considerada economicamente ativa. Em 89,9% dos casos, o crime ocorreu dentro de relações íntimas, envolvendo companheiros ou ex-companheiros, reforçando o caráter doméstico e contínuo da violência.

A Polícia Civil orienta que denúncias podem ser feitas na delegacia mais próxima. Também é possível buscar ajuda pelo telefone 181, pelo WhatsApp (55) 98454-1004 ou pela Delegacia Online da Mulher, disponível no site oficial do governo do Estado.

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