Foto: Reprodução/Twitter

Bolsonaro volta a questionar mortes por Covid e promover a cloroquina

Presidente da República foi a Anápolis (GO) nesta quarta-feira (09) e acompanhou um culto evangélico

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar, nesta quarta-feira (09), o número total de mortos pelo novo coronavírus no Brasil em 2020, que foi de 194.976 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

O Tribunal de Contas da União (TCU) foi novamente apresentado como fonte da informação pelo presidente da República, apesar de o órgão ter negado ter produzido a informação.

Na verdade, o número divulgado em algumas redes sociais foi uma iniciativa pessoal de um servidor do órgão, filho de um amigo de Bolsonaro.

“Tive acesso a dois acórdãos do TCU e dizia o TCU que a metodologia para enviar recurso aos estados, levando-se em conta a incidência do Covid, poderia suscitar a prática indesejável de um superdirecionamento”, discursou o presidente no interior de Goiás.

“Trabalhei em cima daquilo e apareceu uma tabela. Só me equivoquei quando troquei acórdão por tabela”, afirmou Bolsonaro. “A tabela que não foi feita por mim, mas por gente que está do meu lado”, completou, sem citar o nome do servidor Alexandre Marques, que foi afastado de suas funções pela presidência da Corte nesta quarta. Bolsonaro disse que o número de mortos em 2020, tirando os quase 200 mil óbitos por Covid, teria crescimento negativo em relação a 2019, mas não apresentou os números.

Defesa da cloroquina:
O presidente usou a história para voltar a defender a cloroquina, remédio sem eficácia comprovada contra a Covid-19. “Talvez eu seja o único chefe de Estado no mundo que fala isso. Será que o único certo? Para acertar na Mega Sena, alguns acertam sozinhos”, disse.

“Se retirarmos as possíveis fraudes, teremos, em 2020, o Brasil como o país de menor número de mortos por milhão de habitantes por causa de Covid. Que milagre é esse? É o tratamento precoce. Quem aqui tomou hidroxicloroquina?”, questionou ele a uma plateia de voluntários. Alguns levantaram o braço e Bolsonaro disse: “Quer prova maior do que essa?”. (METRÓPOLES)