Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Governo do RS anuncia premiação em dinheiro para cidades gaúchas que conseguirem vacinar mais rápido contra o coronavírus

Durante transmissão feita em redes sociais, governador apresentou detalhes do prêmio

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O governador do Estado, Eduardo Leite, realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (24) para atualizar a situação da pandemia do coronavírus no Rio Grande do Sul.

Entre os assuntos, o governo reafirmou previsão de calendário de vacinação. Toda população acima de 18 anos deve ser vacinada com a primeira dose até 20 de setembro contra a Covid-19.

Além disso, o governo anunciou uma premiação em dinheiro para municípios com melhor desempenho na vacinação. A ideia é provocar as prefeituras, criando uma “competição saudável” entre as cidades, para que a aplicação da primeira dose dos imunizantes seja feita com mais agilidade.

Os municípios que aparecerem na liderança do ranking de vacinação, nos dias 20 de julho e 20 de agosto, vão receber prêmios que variam de R$ 150 mil a R$ 25 mil. As prefeituras vão disputar o montante com localidades de características populacionais semelhantes, e devem investir o montante na rede pública de saúde.

Os repasses extraordinários vão custar R$ 1,25 milhão. O valor será dividido em duas parcelas, de R$ 625 mil cada.

“É uma corrida do bem que se estabelece para quem conseguir concluir a vacinação antes. Queremos dar incentivo aos municípios para que apliquem as vacinas rapidamente, porque isso é de interesse de todos, é para salvar vidas e para voltarmos à normalidade mais rapidamente”, destacou o governador Eduardo Leite em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

“São recursos para aplicar na própria saúde, para que possam comprar equipamentos, reformar unidades de saúde, fazer investimentos na saúde primária do município e qualificar o atendimento à população. Queremos incentivar essa corrida do bem entre os municípios, garantindo aplicação rápida dessas doses que vamos distribuindo rapidamente, pois temos um sistema de logística bem estruturado”, reforçou o governador.

RS tem o terceiro menor excesso proporcional de óbitos durante a pandemia

Considerando o período da pandemia de 15 de março de 2020 a 15 de maio de 2021, o Rio Grande do Sul apresenta o terceiro menor excesso proporcional de óbitos do país. Mesmo com o avanço do contágio da Covid-19 nos primeiros meses deste ano, levantamento do Gabinete de Crise a partir de dados obtidos em parceria com a Vital Strategies e a Impulso e apresentados nesta quinta-feira, aponta que apenas Piauí e Paraíba apresentam menor excesso proporcional de óbitos do que o RS.

“Quando analisamos quantas mortes se esperaria para o Estado em função do perfil da sua população e do histórico que se tem ao longo dos anos de óbitos, quantas mortes a mais aconteceram em cada um dos estados, e aí a gente observa que o RS tem a terceira menor taxa de óbitos em relação ao que era esperado. Se não tivéssemos a pandemia, foi 28% maior do que se esperaria em condições normais”, destacou o governador Eduardo Leite, durante transmissão ao vivo pelas redes sociais.

O excesso de óbitos busca identificar o diferencial do número de óbitos por causas naturais durante a pandemia em comparação com os óbitos esperados para o mesmo período.

Segundo os técnicos do Gabinete de Crise, o acompanhamento deste dado é fundamental, pois corrige possíveis diferenças entre os Estados para registrar um óbito por coronavírus ou por efeitos indiretos em outras causas naturais, além de contemplar a estrutura etária de cada Estado, uma vez que, normalmente, são esperados mais óbitos em estados mais envelhecidos.

Considerando todos os Estados, o RS apresenta atualmente a nona maior taxa de mortalidade por Covid-19 por 100 mil habitantes. No entanto, apresenta apenas o terceiro menor excesso proporcional de óbitos do país, tendo obtido percentual de 28,1% no período, menor do que a média nacional (37,6%).

Considerando apenas a região Sul, o RS obteve excessos de óbito inferiores tanto no ano de 2020, momento em que o Estado teve o menor excesso de óbitos do país, quanto no ano de 2021, período em que a pandemia afetou mais fortemente a região como um todo. (O Sul)