O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, vai para a reserva no dia 15 de fevereiro, após 35 anos de serviço. Ele esteve a frente da corporação pelos últimos quatro anos, sendo um dos que ficou mais tempo no cargo na história. A saída ocorre em meio a críticas e a um momento delicado vivido pela instituição, marcado por episódios recentes que afetaram a imagem da BM. Segundo informações apuradas, um dos nomes cotados para assumir o lugar de Feoli é o Coronel Fábio da Silva Schmitt, que atua como Comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC).
A gestão de Feoli foi marcada por uma condução muito técnica da Brigada Militar. Sua ida para a reserva é um procedimento normal para profissionais com 35 anos de carreira. Em sua despedida, ele demonstrou preocupação de que sua ida para a reserva seja interpretada como consequência direta da crise enfrentada pela corporação.
Segundo ele, trata-se de uma transição planejada. Ainda assim, o comandante evita comentar investigações em andamento. Nesta semana, também aconteceu a polêmica envolvendo o policial que baleou um cachorro em Campo Bom, o que gerou revolta em diversos setores da sociedade. Ainda neste mês, um agricultor em Pelotas foi morto por um agente da corporação, o que gerou uma investigação ainda não concluída. Feoli não se manifestou sobre nenhum desses temas.
*Correção: o nome que está sendo cotado para substituir Cláudio Feoli é de Luigi Gustavo Soares Pereira, Chefe do Estado Maior.



