O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni (PT), está enfrentando seis pedidos de impeachment, agravando a instabilidade política da cidade. Os pedidos estão sob análise do presidente da Câmara de Vereadores, Michel Promove (PP).
Com a oposição em maioria no Legislativo, há articulações para a abertura de um processo que pode resultar no afastamento de Marroni. Promove afirma adotar uma postura independente e diz que irá avaliar os requerimentos com base em critérios técnicos e jurídicos antes de decidir sobre a admissibilidade.
O pedido considerado mais consistente pela oposição aponta que o prefeito teria encerrado o ano de 2025 sem quitar integralmente as emendas impositivas dos vereadores. Segundo Promove, dos 21 vereadores de Pelotas, Marroni teria o apoio de apenas sete, enquanto o prefeito sustenta contar com nove a 11 votos, a depender da pauta em votação.
Marroni nega irregularidades e afirma que o contingenciamento das emendas decorre de decisão judicial obtida pelo Ministério Público, que reduziu o limite de recursos destinados às emendas parlamentares de 3% para 1,55% da receita corrente líquida do município. O prefeito argumenta que cumpriu a legislação e a liminar, e critica o uso do impeachment como instrumento político.



