O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), surge como nome fortalecido na disputa interna do partido para a candidatura à Presidência da República, em meio ao desgaste político que atinge o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). A situação envolve a repercussão de negócios ligados à rede de resorts Tayayá, associada à família do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, e que acabaram respingando no entorno político de Ratinho Jr..
Ratinho Junior, que está em seu segundo mandato, disputa com Eduardo Leite o posto de principal presidenciável do PSD. No Paraná, ele enfrenta um cenário eleitoral delicado, com o senador Sérgio Moro (União Brasil) liderando as pesquisas para o governo estadual e se posicionando como um adversário direto da atual composição do STF. A revelação de que o apresentador Ratinho foi sócio dos irmãos de Toffoli em um segundo resort do mesmo grupo ampliou o alcance do caso e trouxe desgaste político adicional ao governador paranaense.
A decisão final sobre quem será o candidato do PSD à Presidência caberá ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, mas os números indicam que Eduardo Leite desponta, neste momento, como o nome mais viável para ocupar o espaço de alternativa à polarização política no país.
Eduardo Leite aparece como uma alternativa mais competitiva dentro do campo de centro e centro-direita. Levantamento nacional da Real Time Big Data, realizado entre 5 e 16 de dezembro de 2025, aponta que o governador gaúcho tem 30% dos eleitores considerando seu nome como “uma possibilidade de voto”, o maior índice entre os governadores de perfil moderado analisados. Ratinho Junior aparece bem atrás, com apenas 12% nesse mesmo indicador.



