O quadro geopolítico global está entrando em um território perigoso. Declarações presidenciais e movimentações militares começam a lembrar mais um tabuleiro de War do que uma política externa responsável. Desde a invasão russa à Ucrânia em fevereiro 2022, que a princípio muitos acreditavam que seria breve, mas que segue indefinidamente, o mundo já acumulava tensões acumuladas entre grandes potências e conflitos regionais; e agora, com a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, essas tensões parecem estar escalando ainda mais rápido.
O ataque dos EUA que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e a subsequente administração norte-americana da Venezuela, sob justificativas de combate ao narcotráfico e reorganização econômica. A situação abriu precedentes que preocupam especialistas em direito internacional e soberania nacional.
Mas a escalada não parou por aí. O presidente Donald Trump, após a operação na Venezuela, foi além de meros recados diplomáticos e explicitou que considera legítima a ideia de uma ação militar na Colômbia, governado por Gustavo Petro, e até chegou a mencionar a Groenlândia como um território de interesse estratégico para os EUA. Essas declarações, além de geopolíticas, ultrapassam o terreno da retórica política tradicional e se aproximam de um jogo de poder agressivo, que pode fragilizar ainda mais a ordem internacional pós-Segunda Guerra.
Em paralelo a tudo isso, a atenção internacional também recai ocasionalmente para a China, que reivindica Taiwan e observa atentamente os desdobramentos geopolíticos do embate entre Rússia e Ucrânia como um possível termômetro para avaliar custos, reações e consequências de um eventual confronto no Estreito de Taiwan. Somam-se a esse cenário as tensões persistentes no Oriente Médio, especialmente envolvendo Israel, Palestina e Irã, conflitos históricos que seguem alimentando instabilidade regional e reforçam a sensação de que o sistema internacional vive um período contínuo de tensão e incerteza.
Comparado aos conflitos prévios envolvendo Rússia, China e Oriente Médio, o envolvimento direto dos EUA com esses planos militares sugere um mundo cada vez mais polarizado. A superpotência parece optar por estratégias que ampliam rivalidades e incitam alianças tensas. O que resta saber é se essa sequência de movimentos vai realmente desembocar em um novo ciclo de confrontos reais ou se haverá uma reação diplomática forte o suficiente para frear o que já se configura como uma perigosa “partida de War” entre nações poderosas.



