O deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos) é autor do Projeto de Lei nº 219/2024, que deve ser votado na próxima semana na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A proposta prevê a aplicação de multa para o uso de drogas ilícitas em espaços públicos, com atenção especial à proteção de áreas no entorno de escolas e demais instituições de ensino, com o objetivo de coibir a normalização do consumo em locais frequentados por crianças e adolescentes.
Para o parlamentar, o espaço público deve ser preservado como local de convivência segura e não pode se transformar em referência negativa para jovens em formação. “Não se trata de preconceito ou perseguição. Trata-se de estabelecer limites claros e proteger quem não tem escolha, como crianças e adolescentes, principalmente nas proximidades de escolas”, afirma Zucco.
A proximidade da votação ocorre em um contexto que, segundo o deputado, reforça ainda mais a urgência do debate. Após tomar conhecimento dos dados recentes divulgados pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), Zucco afirma ter ainda mais certeza da importância do projeto. O estudo ouviu mais de 8,5 mil jovens nas capitais brasileiras e revelou que cerca de 30% já fizeram uso de drogas ilícitas, sendo a maconha a substância mais consumida.
Os dados também apontam uma relação direta entre o consumo de álcool e o uso de drogas: entre jovens que consomem álcool, o índice de uso de drogas ilícitas chega a 36%, enquanto entre os que não consomem álcool esse percentual cai para apenas 5%.
“Os números mostram que não estamos falando de algo inofensivo ou isolado. Existe um processo claro de banalização do consumo, que começa cedo e avança sem freios. Fingir que isso é normal não protege ninguém”, alerta o deputado.
Zucco reforça que o projeto busca dar uma resposta objetiva do Estado a um problema real, com foco na prevenção, na proteção dos espaços públicos e na segurança das comunidades escolares. “Romantizar o problema pode agradar alguns, mas quem paga a conta depois é toda a sociedade”, conclui.



