Deputados alertam que 1,3 milhão de gaúchos ficarão sem renda a partir de dezembro – Porto Alegre 24 horas

Deputados alertam que 1,3 milhão de gaúchos ficarão sem renda a partir de dezembro

Parlamentares dizem que novo benefício exclui a maioria da população que precisa de renda mínima
Foto: Divulgação

Compartilhe esta notícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on whatsapp

Do Sul21

A partir de dezembro, quase 1,3 milhão de gaúchos ficarão sem renda no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, das 213 mil pessoas que recebiam o Auxílio Emergencial, apenas 50 mil passarão a receber o Auxílio Brasil. Os dados foram divulgados pelo líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Elvino Bohn Gass, e o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas.

Confira nossos perfis no Instagram, TwitterFacebook e Telegram e tenha acesso a todas nossas notícias.

Os parlamentares apontam que, conforme os números oficiais, quase 1,7 milhão de gaúchos, nos 497 municípios do RS, vinham recebendo o Auxílio Emergencial.

“O governo Bolsonaro decretou o fim deste benefício e também destruiu o Bolsa Família. Assim, a única forma de acesso à renda mínima para as famílias mais pobres do país passou a ser o Auxílio Brasil, criado pelo governo Bolsonaro para substituir todas ações sociais anteriores. O problema é que este novo programa deixou a maioria da população que precisa de renda mínima de fora, e só vai garantir o benefício a 395.143 pessoas no Estado”, afirmam.

Bohn Gass questiona o que acontecerá com 1,2 milhão de pessoas que, até o mês passado, só conseguiam comprar alimento porque estavam recebendo o benefício emergencial. “O que veremos no Rio Grande, a partir de agora, é um aumento da miséria. Mais moradores de rua, mais violência e mais gente adoecendo e morrendo de fome”, afirma.

Para o líder da bancada estadual do PT na Assembleia Legislativa, há evidente contradição no novo programa do governo federal. “Em vez de diminuir a miséria e a fome, o governo Bolsonaro está aumentando o número de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional”, critica Pepe Vargas.

Ambos argumentam que o PT tem propostas para garantir renda mínima à população vulnerável. Na Câmara Federal, o partido apresentou o PL 4086/2020, que cria o Mais Bolsa Família e prevê um benefício de R$ 600 reais. O projeto ainda não foi votado.

No Parlamento gaúcho, como complemento ao extinto Bolsa Família, a bancada petista propôs a destinação de R$ 81,6 milhões do Orçamento do Estado para um programa mensal de apoio às famílias em situação de extrema pobreza. A proposta, todavia, foi rejeitada na Comissão de Finanças pela base do governo de Eduardo Leite (PSDB).

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Políticas de privacidade