“Não fiquem caladas”: Frentista assediada em posto de Porto Alegre diz querer incentivar denúncias – Porto Alegre 24 horas

“Não fiquem caladas”: Frentista assediada em posto de Porto Alegre diz querer incentivar denúncias

Marian Fontoura estava em horário de descanso na lanchonete.
Foto: Reprodução/Internet

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Uma frentista de um posto de combustível no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, foi assediada por um homem durante um intervalo no seu trabalho. Um vídeo mostra Marian Fontoura sentada, quando o suspeito chega por trás e passa a mão na jovem de 22 anos, enquanto ela estava de costas, que levanta e começa a dar tapas no homem, até o assediador fugir assustado.

Ela conta que o homem frequenta diariamente o posto há quase três anos, período no qual ela trabalha no estabelecimento. Segunda Marian, ele compra alguns doces e distribui a algumas pessoas que trabalham ou estão no local, mas sempre oferecia a ela primeiro. Em outras ocasiões, ele já havia perguntado a outros funcionários do posto quando que a jovem folgaria.

“Não quis viralizar, apenas quero que as mulheres se defendam e denunciem esse tipo de crime. Ele sempre frequentou o local. Comprava coisas, ia atrás de mim, pedia meu Facebook. Mas eu não dava bola. Até que ele veio me oferecer algo e eu não aceitei. Depois, ele voltou, chegou por trás de mim e passou a mão”, lembra.

O caso ocorreu no último domingo, mas ela só foi convencida a fazer a denúncia na terça-feira (17), após receber uma série de comentários nas publicações em que relatava o caso. Entre várias mensagens de apoio, ela conta que também recebeu comentários que condenavam a agressão por conta da suspeita de se tratar de alguém com problemas psiquiátricos.

“Estão alegando que ele tem problema psicológico. Eu acho que não justifica. Se ele tem problema psicológico, eu acho que ele tem que procurar tratamento, estar internado. Tem que ter um tutor que seja responsável por ele. Eu não acho certa a atitude que eu tive, de agredir. Mas é uma maneira de me defender”, desabafa.

Ela também conta que, após a publicação, algumas mulheres entraram em contato revelando já terem sido vítimas de abuso em situações similares, e que a publicação serviu como incentivo para que denúncias de assédio sejam feitas cada vez mais.

“Eu acho que a repercussão é importante para que mais garotas sejam incentivadas a denunciar casos de assédio. A região aqui é cercada de escolas, creches, então tem o risco de acontecer contra outras pessoas também. Eu só quis alertar as mulheres do meu bairro, para que elas tenham atitude. Todas as mulheres, do mundo inteiro, tenham atitude, denunciem, não fiquem caladas”, defendeu.

Em suas redes sociais, Marian fez uma publicação explicando o ocorrido, reiterando que conhece o rapaz, que costumava frequentar o posto, e que agiu por impulsão. Ela ressalta que não domina qualquer tipo de arte marcial, tendo agido por instinto.

“Oi. Eu vim aqui esclarecer uma situação chata que tá acontecendo. Estou recebendo algumas críticas, sobre o rapaz lá. Em nenhum momento eu disse que não conhecia ele. Sim, eu conheço ele. Ele frequenta todos os dias o posto em que eu trabalho. Quase três anos que eu trabalho lá, ele vai lá, compra bala pra mim, depois para os meus colegas. E estão alegando que ele tem problema psicológico. Eu acho que não justifica. Se ele tem problema psicológico, eu acho que ele tem que estar internado. Tem que estar em tratamento, internado. Tem que ter um tutor que seja responsável por ele. Não é porque ele tem problema psicológico que ele tem que ficar andando por aí. E assim como foi comigo, poderia ter sido com uma criança. E aqui no meu bairro tem muitas creches e colégios. Então, assim, como foi comigo, poderia ter sido com uma criança. E não é porque ele tem problema psicológico que ele tem que botar a mão em qualquer pessoa. E em relação às mensagens que eu estou recebendo, as pessoas orgulhosas de mim, me parabenizando pela atitude que eu tive. Muito obrigado. É que eu não consegui responder, muitas mensagens, então eu não consegui responder. E eu não acho certa a atitude que eu tive, de agredir. Eu só quis alertar as mulheres do meu bairro, para que elas tenham atitude. Todas as mulheres, do mundo inteiro, tenham atitude, denunciem, não fique caladas. E essa foi a minha intuição. Em nenhum momento eu quis viralizar em cima do rapaz e nem nada. Foi apenas para alertar. E corrigindo, eu não agredi. Eu apenas me defendi. Eu não tenho hábito de ficar agredindo todo mundo. Eu apenas me defendi de um assédio.” (O Sul)

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