Desde a instalação dos novos contêineres verdes para resíduos recicláveis em Porto Alegre, em março de 2025, ao menos 107 equipamentos foram incendiados, causando um prejuízo estimado em R$ 2,14 milhões aos cofres públicos. Os dados são do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).
Os contêineres fazem parte da fase de testes do novo modelo de Coleta Seletiva por contêineres, que conta com 450 unidades fabricadas em Polietileno de Alta Densidade (PEAD). Cada equipamento custa R$ 12,8 mil, mas, somadas as despesas com limpeza e substituição, o valor pode chegar a R$ 20 mil por unidade.
As ocorrências mais recentes foram registradas no domingo (4), nas ruas Alberto Torres, no bairro Cidade Baixa, e General Bento Martins, no Centro Histórico. Outras duas ações criminosas ocorreram neste mês de janeiro, também nas regiões da Cidade Baixa e do Centro Histórico.
O DMLU informou que todos os casos foram registrados em boletim de ocorrência. A prioridade, segundo o órgão, é manter os equipamentos em funcionamento para evitar atrasos na implantação do novo sistema de coleta seletiva.
De acordo com o diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker, o projeto representa um avanço importante na qualificação dos serviços de limpeza urbana. O investimento total no contrato ultrapassa R$ 84,5 milhões, com foco na ampliação da eficiência operacional e na melhoria da coleta de resíduos na cidade.
O órgão destaca que práticas inadequadas como vandalismo e incêndios geram custos extras, impactam o espaço urbano e comprometem os benefícios do serviço. Além da fiscalização, o DMLU reforça a importância da participação da população, que pode registrar denúncias pelo sistema 156.
Além dos contêineres verdes, 60 contêineres cinza, destinados a resíduos orgânicos e rejeitos, também foram danificados ao longo de 2025. Por serem metálicos, esses equipamentos não tiveram perda total e passaram por recuperação com pintura e reaplicação de adesivos.
O DMLU alerta que a colaboração da comunidade é essencial para coibir novos ataques e garantir a continuidade do sistema de coleta na capital.



