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Gata diagnosticada com coronavírus morre no Rio Grande do Sul

O animal não havia contraído o vírus comum em felinos, mas sim em humanos o que é extremamente raro e preocupa virologistas

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A gata doméstica diagnosticada com coronavírus morreu na madrugada desta segunda-feira, 22, em Caxias, na Serra Gaúcha. A internação da gata ocorreu depois dela passar a manifestar sintomas como falta de ar, tosse, perda de apetite e peso.

Apesar de ter contraído o vírus, não se sabe ainda se desenvolveu a covid-19, o que deve ser verificado em outros testes. “É extremamente incomum um animal pegar a doença. É um caso raro. Mas é bom deixar claro que o gato se infectou com o vírus mas não sabemos se causou a doença. A pneumonia pode ter sido desencadeada por outros fatores”, explica o coordenador do laboratório de diagnóstico em medicina veterinária da UCS, André Streck.

O virologista e professor Fernando Spilki, que realizou a contraprova, não descarta que a gata tenha contraído o coronavírus dos tutores e entende que outros donos de gatos precisam tomar cuidados para evitar o contágio, apesar do diagnóstico para coronavírus ser raro em gatos. “A pessoa positiva deve tomar os mesmos cuidados que se tem com outros seres humanos. Não ficar no mesmo ambiente, não dormir junto. Vai ter que ter que se afastar durante o período, ter menos contato físico”.

Os sintomas na gata, segundo os donos, começaram a surgir no dia 18 de fevereiro, cerca de duas semanas após os dois contraírem a doença. No entanto, mesmo com as suspeitas, a confirmação no animal, que tinha dois anos, veio apenas no dia 5 de março.

A investigação se iniciou após exame em uma clínica veterinária, na qual foi identificada uma complicação de quadro inflamatório pulmonar. Nesse caso, além do diagnóstico dos sintomas iniciais, ficou comprovada a presença de uma doença de caráter infeccioso.

A partir de então, o caso foi encaminhado para a Universidade Federal de Caxias do Sul (UCS), que ficou responsável por fazer o primeiro exame de RT-PCR da gata. Com o resultado positivo, a contraprova foi realizada pela Universidade Feevale, que confirmou o diagnóstico.

Cerca de uma semana após recebimento do diagnóstico, a gata doméstica teve piora do quadro de saúde, foi internada e recebeu apoio respiratório. Entretanto, com a melhora no quadro, ela foi liberada quatro dias após a hospitalização.

Outros dois gatos que residem na mesma casa do animal falecido não apresentaram nenhum tipo de sintoma para a doença. Apesar disso, foram examinados, mas os resultados ainda não vieram a público. (Catraca Livre)