GOVSP

Anvisa interrompe estudos da Coronavac após registro de evento adverso grave

Imunizante é desenvolvido pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Compartilhe esta notícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on whatsapp

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu nesta segunda-feira (9), os testes da vacina Coronavac, testada contra o coronavírus, depois de um registro de evento adverso grave. A agência não detalhou qual foi o problema registrado com o imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O produto está em fase três de testes. Com a interrupção, nenhum novo voluntário pode ser vacinado.

A Anvisa afirmou, por meio de um comunicado, que foi notificada de um efeito adverso grave em 29 de outubro, a agência não informou, no entanto, a causa específica da suspensão.

São considerados “eventos adversos graves”: morte; evento adverso potencialmente fatal; incapacidade ou invalidez persistente; internação hospitalar do paciente; anomalia congênita ou defeito de nascimento; qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por meio de um dispositivo médico; evento clinicamente significante.

A Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de boas Práticas clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

Compra de vacina só certificada pela Anvisa

Nesta segunda-feira (9), durante uma live, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo federal vai comprar e disponibilizar “qualquer vacina contra a Covid-19” que passar pelo aval do Ministério da Saúde e for certificada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Passando pela [Ministério da] Saúde e sendo certificada pela Anvisa, o governo federal vai comprar e disponibilizar, mas não vai ser obrigatória de jeito nenhum”, disse Bolsonaro.

Nesta segunda, a Pfizer informou que sua vacina experimental contra a Covid-19 mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença, com base em dados iniciais de um estudo amplo.

A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech são as primeiras farmacêuticas a anunciarem dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala com uma potencial vacina contra o coronavírus. As empresas disseram que, até o momento, não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos neste mês.

Fonte: O Sul