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O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira, 7, que o Brasil deve ter cerca de 150 milhões de vacinados contra a Covid-19 até o fim de 2021. Apesar do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter dito hoje que “não é o momento de estipular prazos”, Mourão assegurou que a distribuição das doses começará a ocorrer em breve por todo o território nacional. Em palestra para comemorar os 126 anos da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o vice-presidente afirmou, ainda, que o governo lamenta as vítimas da doença, mas que o trabalho da medicina e dos gestores públicos de uma forma geral está sendo muito bom. “Falo de todos os governos, fizemos um trabalho fantástico.” O general voltou a declarar, também, que não existe segunda onda de coronavírus no País. “Nunca saímos da primeira; agora é apenas repique”, completou.

Em relação ao auxílio emergencial, Mourão disse achar muito difícil que a verba continue existindo e que, “infelizmente, não há mais recursos públicos”. “O déficit e a produtividade estão no vermelho. É preciso fazer uma reforma do Estado brasileiro que é grande e gasta mal. Temos de iniciar as privatizações programadas e necessárias para equilibrar as contas para que possamos transmitir mais segurança para os investidores”, afirmou o vice-presidente. De acordo com ele, há uma evidente disputa de mercado entre China e Estados Unidos e isso deve continuar mesmo com a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais norte-americanas. “Não vai mudar nada; só a retórica que não será tão forte quanto era a do presidente Donald Trump”, ressaltou, deixando a entender que o Brasil apenas observará, pois tem bom relacionamento com os dois países.

Vacina

Mesmo sem previsão do registro da CoronaVac pela Anvisa, o governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira o plano de vacinação contra a Covid-19. Durante o comunicado, o governador João Doria afirmou que o início da imunização acontecerá em 25 de janeiro. Segundo ele, será feito um pedido de aprovação emergencial à agência para que profissionais da saúde, indígenas e quilombolas do estado recebam a dose do medicamento ainda no primeiro mês de 2021. Já na visão de Torres, as vacinas devem ser comercializadas e inclusas no Programa Nacional de Imunização ainda no primeiro semestre de 2021. “Apesar da previsão, não vou criar expectativa na população que já está tão sofrida com a pandemia com as notícias conflitantes. É terrível criar uma expectativa que pode não se concretizar. Preciso deixar claro que o processo de aprovação e registro dos imunizantes são dinâmicos, ou seja, podem ocorrer interferências e problemas capazes de mudar todo o calendário”, afirmou. (Jovem Pan)