Robson da Silveira/ SMS PMPA

Covid-19: saiba quais os locais com maior risco de contaminação

Cientistas de diversas instituições se dedicaram a pesquisar quais são os locais que mais favorecem as contaminações

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Ficar em casa é a principal medida para reduzir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Mas, fora desse ambiente, alguns espaços podem representar maior ou menor risco de contágio para a covid-19. Cientistas de diversas instituições se dedicaram a pesquisar quais são os locais que mais favorecem as contaminações. Um dos estudos mais consolidados foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e publicado na prestigiada revista Nature, em novembro de 2020.

Cruzando dados de localização de 98 milhões de pessoas de 10 grandes cidades norte-americanas com as infecções reportadas nas regiões dias depois, eles conseguiram elaborar um modelo matemático que quantificou quais locais mais gerariam novos casos de coronavírus, uma vez reabertos.

Restaurantes, academias, cafeterias, hotéis, lanchonetes e igrejas ou templos religiosos são, nesta ordem, os locais com maior potencial de risco. Neste domingo, o Governo do estado editou decreto que flexibilizava o funcionamento dos espaços religiosos. Restaurantes poderiam contribuir com uma cadeia de até 10 mil novos casos, enquanto que, no outro extremo, concessionárias seriam um ambiente para 10 novas infecções.

A OMS também fez uma classificação onde coloca hospitais como ambiente mais perigoso para contagio. Apesar de não ser científico, evidências mostram que os hospitais podem apresentar mais chances de transmissão que os transportes públicos, bancos e lotéricas. Já os elevadores, academias e feiras livres, representam mais riscos quando comparados aos supermercados.

Abaixo segue uma arte onde compilamos os dados divulgados pela OMS e pelos pesquisadores de Stanford:

O que fazer?

Para quem não pode ficar em casa e precisa circular por essas áreas de maior risco, as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

-Usar máscara de proteção facial;

-Tentar manter pelo menos 1 metro de distância dos outros;

-Evitar tocar olhos, nariz e a boca com as mãos sem lavá-las;

-Higienizar as mãos com álcool em gel frequentemente;

-Limpar e desinfectar objetos e superfícies que as pessoas tocam com muita frequência.

Ficar em casa é a principal medida para reduzir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Mas, fora desse ambiente, alguns espaços podem representar maior ou menor risco de contágio para a covid-19. Essa informação tem circulado entre algumas prefeituras e pode ter alguma razoabilidade.

Apesar de não ser científico, evidências mostram que os hospitais, por exemplo, podem apresentar mais chances de transmissão que os transportes públicos, bancos e lotéricas. Já os elevadores, academias e feiras livres, representam mais riscos quando comparados aos supermercados.

De acordo com o infectologista e professor do Departamento Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Matheus Westin, essa classificação leva em conta o nível de aglomeração no ambiente, o grau de interação direta e indireta entre as pessoas e a chance de haver pessoas com a infecção pelo novo coronavírus no local.

O que fazer?

É fundamental evitar ao máximo a permanência em locais mal ventilados e com aglomerações. Para quem não pode ficar em casa e precisa circular por essas áreas de maior risco, as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

-Usar máscara de proteção facial; (confira aqui o que você precisa saber antes de fazer ou usar a máscara caseira);

-Tentar manter pelo menos 1 metro de distância dos outros;

-Evitar tocar olhos, nariz e a boca com as mãos sem lavá-las;

-Higienizar as mãos com álcool em gel frequentemente;

-Limpar e desinfectar objetos e superfícies que as pessoas tocam com muita frequência.

Para compras em supermercados, a OMS também recomenda higienizar as alças dos carrinhos de compras ou cestas antes do uso. Lave bem as mãos após chegar em casa e depois de manusear e armazenar os produtos adquiridos.

Em hospitais

Os profissionais que atuam na linha de frente contra o novo coronavírus são os mais vulneráveis ao contágio da doença. Esse é um dado inquestionável, de acordo com o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Matheus Westin. Isso porque o hospital é um ambiente em que as pessoas suspeitas e com eventual confirmação de covid-19 são assistidas.

*Com a informação UFMG e GauchaZH