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A Pfizer produz junto com a universidade de Oxford a Comirnaty, uma das vacinas mais utilizadas no mundo contra a covid-19. No entanto, a farmacêutica desenvolve outros medicamentos para tratar a doença, entre eles uma pílula que promete bloquear o vírus, que a Pfizer planeja lançar ainda neste ano.

De acordo com o jornal The Telegraph, o comprimido é considerado um inibidor de protease. Basicamente, o medicamento impede que a covid-19 se replique no nariz, garganta e pulmões de quem é contaminado. Para isso, a pílula da Pfizer bloqueia a enzima que o vírus usa para se multiplicar.

Até o momento, o medicamento é chamado de PF-07321332 e teria seu uso recomendado logo quando surgem os primeiros sintomas da doença, “ao primeiro sinal de infecção”, segundo a empresa. A principal função do remédio é justamente evitar a internação de pacientes.

Atualmente, a pílula da Pfizer contra o vírus está passando por testes clínicos, que devem durar cerca de 145 dias. Esse processo acontece em Connecticut, nos Estados Unidos, e em Bruxelas, na Bélgica. Sessenta voluntários estão envolvidos nessa primeira fase, que deve terminar no fim de maio.

Caso os testes sejam bem-sucedidos, novos estudos, com um número maior de pessoas, devem ser realizados. A expectativa, caso tudo ocorra dentro do esperado, é que o medicamento esteja disponível até outubro deste ano.

O diretor de química medicinal da Pfizer, Dafydd Owen, falou sobre a pílula que combate o vírus há alguns dias. Segundo o executivo, o remédio foi desenvolvido completamente do zero pela equipe da farmacêutica durante toda a pandemia da covid-19.

Vacinas

Um estudo do governo da Inglaterra mostrou uma capacidade adicional das vacinas AstraZeneca e Pfizer.

O benefício para quem toma uma vacina autorizada já estava provado: a grande maioria não pega covid e quem pega não tem sintomas graves da doença. Agora, ficou claro que pelo menos duas vacinas podem diminuir também a transmissão do vírus.

A agência de saúde da Inglaterra só se concentrou nas doses da Pfizer e AstraZeneca, porque foram as primeiras que o Reino Unido aprovou. E, depois de acompanhar mais de um milhão de pessoas, viu que as duas enfraquecem a corrente de contágio.

Os que pegaram a covid três semanas depois da primeira dose tinham até metade da probabilidade de transmitir o vírus. Em outras palavras, quem não se vacinou representa o dobro do risco para o outro.

“Quando você cria uma imunidade coletiva, imunidade coletiva real com a vacinação, você protege pessoas que eventualmente não ainda não possam receber a vacina. Por exemplo, muitas crianças ainda não podem receber a vacina, só recentemente a Pfizer liberou a partir dos 12 anos”, explica o infectologista da Fiocruz Julio Croda.

Croda explica que a vacina faz com que o vírus circule menos, diminuindo o risco de surgirem variantes mais perigosas. O infectologista da Fiocruz acha que com a segunda dose e com mais tempo para o corpo desenvolver a imunidade, o risco de transmissão seria ainda menor.

O estudo acompanhou 24 mil domicílios onde um vacinado testou positivo. O ambiente doméstico é um lugar de alto risco de contágio porque as pessoas ficam mais perto, respirando o mesmo ar. Então, a comprovação da quebra de parte da corrente de contágio dentro de casa foi particularmente animadora.

A agência de saúde da Inglaterra ainda não publicou o resultado em revista científica e fez questão deixar claro que, mesmo os vacinados precisam continuar com higiene das mãos e distanciamento social, porque a vacina trava a transmissão, mas não completamente.

Outro estudo publicado nesta quarta-feira (28) concluiu que os três dias de suspensão de uso da vacina da AstraZeneca, em março, causaram 260 mortes por covid a mais só na França e 130 na Itália — 390 no total.

A pausa na vacinação foi para verificar os casos de coágulos sanguíneos que podem ser associados à vacina. Naquele momento, os dados da agência europeia indicavam que, entre mais de 25 milhões de vacinados em todo o bloco, houve 18 mortes entre 86 casos de coágulos, o que representa 0,0003% de risco.

Ou seja, o estudo mostrou, na prática, o que autoridades de saúde têm repetido: os benefícios da vacina de salvar vidas superam em muito o raríssimo risco.

O Sul