Após sinais de estabilização da pandemia no RS, existe o temor de novo agravamento – Porto Alegre 24 horas

Após sinais de estabilização da pandemia no RS, existe o temor de novo agravamento

A celebração do Dia das Mães reforça essa preocupação

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Direto da redação:
Depois de atingir um pico e posteriormente recuar rapidamente, a pandemia do Covid-19 intensificou sinais de estabilização no estado do Rio Grande do Sul nas últimas semanas. A média de novos casos notificados nos últimos sete dias é 13,9% superior à verificada 14 dias antes, e a ocupação de leitos clínicos praticamente estacionou após encolher pela metade ao longo de um mês inteiro.

O temor de alguns especialistas é de que a interrupção na queda dos indicadores, seja o primeiro indício de uma reversão de tendência e de um novo agravamento da covid-19 no Estado, que ainda apresenta patamares elevados de contaminação e de alta demanda por atendimento. A celebração do Dia das Mães que será neste domingo (9), quando aumentam o contato com os familiares, reforça essa preocupação.

A média de notificações diárias de novos casos chegou a superar 8 mil no dia 10 de março. Duas semanas antes de quinta-feira (06), havia recuado para 3,6 mil registros. Já o número de doentes em leitos clínicos chegou a 5.435 em 12 de março e, em pouco mais de um mês, despencou para o patamar de 50% — chegando a 2,7 mil em 15 de abril. Nas últimas duas semanas porém, essa queda perdeu velocidade e agora o indicador se encontra praticamente estável e oscilando pouco acima das 2 mil vagas ocupadas.

Outro indicador que pode ser usado para tentar prever o rumo do coronavírus é a taxa de positividade dos exames, um índice muito elevado pode indicar que estão sendo realizados poucos testes, o que deixa espaço para a doença se espalhar silenciosamente ou que o nível de infecção é muito elevado.

O número de casos de fato vem aumentando, apesar de uma queda no número de exames realizados.
O virologista Fernando Spilki afirma que na Universidade Feevale, onde são feitos exames para vários municípios gaúchos, essa taxa vem oscilando em um patamar bastante significativo, ao redor de 35%, nas últimas semanas. Um percentual considerado baixo o suficiente para demonstrar que a doença está sob controle, segundo Isaac Schrarstzhaupt, deveria ficar entre 1% e 2%.

A imunização de 21,6% da população do Estado com uma dose de vacina e de 9% com duas, embora ajude a prevenir mortes, ainda é insuficiente para barrar o vírus. A chamada imunidade coletiva é alcançada, dependendo ainda de medidas preventivas como distanciamento social e uso de máscaras, com algo ao redor de 70% das pessoas vacinadas.

Para o virologista, uma combinação entre diferentes fatores como essa pode aumentar o nível de contaminação nos próximos dias e, em um prazo que pode ser de semanas a meses, fazer a pandemia retomar fôlego. O aumento de mobilidade, somado ao Dia das Mães, à diminuição das temperaturas, entre outros elementos, pode repetir o quadro que vivemos no ano passado a partir dessa mesma época, só que em uma magnitude inédita — alerta Spilki.

Em 2020, durante o inverno, os gaúchos viveram uma onda da doença a partir de junho até agosto. Mas aquela fase de crescimento da covid-19 teve início com patamares de contaminação e hospitalizações inferiores aos atuais. O temor é que uma retomada do vírus possa agravar um cenário que já não é favorável. Na tarde desta sexta-feira (07), a ocupação geral das unidades de terapia intensiva (UTIs) no Estado estava em cerca de 80%. Em Porto Alegre, era de 87%.

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