Foto: Silvio Avila/HCPA

Terceira onda? Aumento do número de casos da covid-19 preocupa especialistas

Segundo o epidemiologista Paulo Lotufo, há uma “probabilidade maior que 50%” de o Brasil entrar na terceira onda da doença

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O último Domingo (9) foi dia das mães, uma data marcada pelos encontros de família que, mesmo na pandemia, podem ter acontecido sem os devidos cuidados. Já havia preocupação de especialistas, antes dessa data, com uma possível chegada da terceira onda, em função do baixo volume de vacinação, considerando a população prioritária e também a flexibilização de restrições.

O número de casos de covid-19 voltou a subir no Estado de São Paulo, por exemplo. Eles passaram de uma média diária de 12.573 novos casos para 12.887, na semana passada, um crescimento não esperado de 2,5%. As taxas de internações, que estavam diminuindo, agora estacionaram num patamar ainda elevado.

O professor Paulo Lotufo, epidemiologista do Departamento Médico na Faculdade de Medicina da USP e diretor do Centro de Pesquisa Clínica Epidemiológica da USP, sede do Elsa Brasil, diz em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição que há uma “probabilidade maior que 50%” de o Brasil entrar na terceira onda. Acho que o que se passou ontem, no dia das mães, vai dizer qual foi o reflexo, de fato, nos próximos 14, 20 dias”.

O professor reforça que, no momento atual da pandemia, os valores estão próximos daquele momento de restrição maior em março deste ano, muito mais altos do que aqueles observados em junho de 2020. “Esses aumentos significam um patamar alto. Têm uma gravidade muito grande”, diz. Um cenário de estabilização, segundo Lotufo, dependeria da vacinação de cerca de 70% a 80% da população brasileira.

“O ideal seria trabalhar com muita inteligência, o que seria fazer, ao mesmo tempo, as medidas de distanciamento social e uma aplicação dirigida da vacinação. Está se fazendo uma vacinação extremamente espalhada, que, muitas vezes, não terá um impacto tão grande”, critica.

Fonte Jornal da USP