Perdi a segunda dose da vacina contra a Covid-19; o que eu faço? – Porto Alegre 24 horas

Perdi a segunda dose da vacina contra a Covid-19; o que eu faço?

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 17 milhões de brasileiros não voltaram para completar o esquema vacinal no dia programado
Foto: Estadão Conteúdo

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Das quatro vacinas aplicadas contra a Covid-19 no Brasil, três exigem uma segunda dose para ter o esquema vacinal completo, CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca — a da Janssen necessita de apenas uma aplicação. Para essas três, uma preocupação dos governos é o grande número de faltosos para receber a aplicação final — são mais de 17 milhões no País todo, segundo dados da última semana do Ministério da Saúde. A orientação para quem perdeu o prazo previsto é ir ao posto de vacinação mais próximo de casa e receber a dose que falta o mais rápido possível. Não será necessário tomar uma “segunda primeira dose”, como se a anterior já tivesse perdido o efeito, pois a memória do sistema imunológico atua para ajudar a formar mais anticorpos. De acordo com dados desta sexta-feira, 8, do ministério, o Brasil tem 70% da população vacinada com a primeira dose e 45,9% com o esquema vacinal completo.

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Caso você tenha perdido o cartão de vacinação e não se lembre quando é a data correta para retornar, é possível verificar quando recebeu a primeira dose através do aplicativo de celular ou site ConecteSUS, e conferir até mesmo o lote da aplicação inicial e em que unidade de saúde foi recebida. Para a CoronaVac, o tempo de espera entre uma dose e outra é de 28 dias (um mês). Para as da Pfizer e AstraZeneca, o intervalo passou a ser recentemente de oito semanas (dois meses). Em relação a Pfizer, o Ministério da Saúde espera fornecer doses para que o intervalo entre imunizantes seja de 21 dias, embora ainda não tenha sido anunciada essa redução pelas Secretarias Estaduais da Saúde. “É fundamental que a população procure os postos de vacinação para a imunização com a segunda dose. Apenas com o esquema vacinal completo que todos estarão protegidos”, declara a coordenadora do Plano Estadual de Imunização, Regiane de Paula.

A mudança no tempo de intervalo é considerada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo como a principal razão para o aumento no número de faltosos. Segundo dados da última terça-feira, 5, o Estado tem 3,8 milhões de faltosos que ainda precisam da segunda dose, sendo 1,8 milhão apenas na Grande São Paulo. Além da região metropolitana da capital, a área de Campinas tem mais de 300 mil pessoas ainda a receberem a segunda dose, assim como Sorocaba. Considerando por fabricante, faltam 952 mil pessoas receberem a aplicação da CoronaVac; 1,1 milhão da AstraZeneca, e 1,6 milhão da Pfizer, número que cresceu após o adiantamento já que, até agosto, a CoronaVac era a que tinha o maior contingente de faltosos. No último sábado, 2, o governo estadual realizou um mutirão denominado ‘Dia V’ em busca dos atrasados, que imunizou 8% dos paulistas com esquema vacinal incompleto, ou seja, 343 mil pessoas. Um novo ‘Dia V’ está previsto para ocorrer em 16 de outubro. (Jovem Pan)

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