A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) reforça o alerta a pais e responsáveis sobre a importância da vacinação contra a dengue em crianças e adolescentes, especialmente no período de maior circulação do vírus. A recomendação vale para todo o Estado, diante do histórico recorrente de aumento de casos da doença no Brasil.
Segundo o pediatra Juarez Cunha, integrante do Comitê de Imunizações da SPRS, a vacina contra a dengue atualmente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
“O acesso à vacina pelo SUS ainda não está disponível em todos os municípios, nem no Rio Grande do Sul nem no restante do país. A ampliação ocorre de forma gradual, mantendo como prioridade a faixa etária de 10 a 14 anos”, explica o médico.
Cunha também destaca a incorporação progressiva de uma nova vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A aplicação inicial será voltada aos profissionais da atenção básica em saúde, com posterior ampliação para adultos de até 59 anos e, futuramente, para faixas etárias mais jovens.
Na rede privada, a recomendação das entidades médicas é mais abrangente. De acordo com o especialista, tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria quanto a Sociedade Brasileira de Imunizações indicam a vacinação contra a dengue a partir dos quatro anos de idade.
“A vacina é autorizada para pessoas entre quatro e 60 anos. Isso permite que, na rede privada, um número maior de crianças e adolescentes seja imunizado, o que é fortemente recomendado”, afirma.
O período atual é considerado adequado para iniciar a imunização. “Estamos nos aproximando da fase de maior incidência da dengue. A vacinação agora contribui para reduzir o risco de adoecimento nos meses seguintes, quando o vírus circula com mais intensidade”, alerta o pediatra.
Além da vacina, a SPRS ressalta que as ações de prevenção continuam essenciais, como eliminar recipientes com água parada e adotar cuidados ambientais para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
A orientação da entidade é que pais e responsáveis conversem com o pediatra de referência para avaliar a indicação da vacina conforme a idade da criança ou do adolescente e a disponibilidade no SUS ou na rede privada.
*Com a informação SPRS



