A Secretaria Municipal de Saúde inicia nesta quarta-feira (7) a instalação de 120 Estações de Disseminação de Larvicidas (EDL) no bairro Vila João Pessoa. As EDL são uma nova tecnologia para controle do mosquito Aedes aegypti. O projeto é desenvolvido em Porto Alegre em parceria com o Ministério da Saúde e contempla quatro bairros da Capital. Em três, as estações já estão instaladas: Passo das Pedras (317 estações), Vila São José (180) e Bom Jesus (212 unidades). As regiões foram escolhidas por critérios técnicos e pelo histórico de casos de dengue nos anos mais recentes.
Os agentes estarão na Vila João Pessoa devidamente identificados, a partir das 9h15 – ponto de encontro na avenida Bento Gonçalves esquina com avenida Rocio. Haverá seis pontos de partida. O objetivo da operação é instalar EDL e orientar a comunidade sobre o funcionamento do sistema.
As estações são potes plásticos com uma tela interna impregnada com larvicida em pó que impede o desenvolvimento da fase larval do vetor, inibindo a transformação em indivíduo adulto (mosquito). A concentração do larvicida utilizado é extremamente baixa, tornando a técnica segura para população humana e animal.
Como funciona – A armadilha conta com espaço para colocar água e, assim, atrair mosquitos. Quando o mosquito entra na armadilha para depositar os ovos, entra em contato com o larvicida. Como os mosquitos buscam diferentes locais para depositar seus ovos, acabam transportando o larvicida para outros criadouros. Dessa forma, o desenvolvimento das larvas é interrompido, contribuindo para a redução da infestação de mosquitos adultos.
Projeto-piloto do Ministério da Saúde, as estações disseminadoras de larvicidas são inéditas na cidade. A implantação começou no segundo semestre de 2025. No Rio Grande do Sul, apenas Porto Alegre e Rio Grande contam com a inovação.
“As armadilhas serão instaladas por agentes de combate a endemias e técnicos da vigilância do município, que visitarão os imóveis a cada 40 dias para realizar a manutenção da EDL, trocando a tela impregnada com o larvicida e a água” explica Tiago Fazolo, biólogo da Vigilância Ambiental.
O larvicida que é aplicado na tela tem princípio ativo o piriproxifem 0,5% e é inofensivo para seres humanos e animais domésticos. A colaboração da comunidade é fundamental para o sucesso da estratégia, enfatiza o biólogo da Vigilância Ambiental.



