A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto Tadala Pro Max em todo o território nacional. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (23) e prevê o recolhimento imediato de todos os lotes disponíveis no mercado. Segundo o órgão, a decisão tem caráter preventivo e visa proteger a saúde dos consumidores diante de irregularidades identificadas no produto, amplamente utilizado para disfunção erétil masculina.
De acordo com a resolução, o Tadala Pro Max é considerado um produto clandestino, pois não possui registro sanitário e é fabricado por empresa sem identificação regular, o que impede a fiscalização das condições de higiene, segurança e eficácia. A Anvisa recomenda que usuários interrompam imediatamente o uso do produto e busquem orientação médica para evitar possíveis riscos à saúde. As ações de fiscalização se aplicam tanto a pessoas físicas quanto jurídicas, incluindo veículos de comunicação e plataformas digitais que anunciem ou comercializem o item.
Além do Tadala Pro Max, a resolução RE nº 690/2026 também determinou a apreensão e proibição de diversos outros produtos sem autorização sanitária no Brasil. Entre eles estão canetas emagrecedoras como Lipoless MD, Retatrutide, Tirzec, Lipoland e T.G, bem como o medicamento Natu Sec. A medida ainda alcança produtos à base de canabidiol, como Soft Cann Canabidiol Broad Spectrum e Full Spectrum, fabricados por empresa sem autorização de funcionamento junto à Anvisa.
Segundo a agência, o aumento da venda de medicamentos e suplementos irregulares, especialmente por meio de redes sociais e lojas virtuais, motivou o reforço na fiscalização. A Anvisa informou que seguirá monitorando estabelecimentos físicos e ambientes digitais para coibir a comercialização clandestina, alertando que o consumo de produtos sem registro pode causar efeitos adversos graves e representar risco significativo à saúde pública.



