Comer mais gordura reduz a vontade de doce? Veja o que diz a ciência – Notícias
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Foto: Freepik / ilustrativa

Comer mais gordura reduz a vontade de doce? Veja o que diz a ciência

Incluir gordura de qualidade nas refeições ajuda a controlar a glicose, prolonga a saciedade e reduz o desejo frequente por açúcar

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Ter vontade de comer doce todos os dias não é apenas uma questão de gosto ou falta de disciplina. Muitas vezes, esse impulso é uma resposta do próprio organismo a refeições mal equilibradas. Curiosamente, uma das formas mais eficazes de reduzir essa compulsão pode estar justamente em algo que muita gente evita: a gordura.

O corpo humano funciona buscando estabilidade. Quando a alimentação é baseada principalmente em carboidratos simples, como pães brancos, massas e doces, o açúcar no sangue sobe rápido demais. O problema aparece logo depois, quando essa taxa despenca. É nesse momento que surgem o cansaço, a irritação e aquela vontade quase automática de comer algo doce para “recuperar a energia”.

A gordura ajuda a quebrar esse ciclo. Ao estar presente na refeição, ela faz com que a digestão aconteça de forma mais lenta, liberando glicose aos poucos na corrente sanguínea. Isso evita os picos e quedas bruscas da glicemia e diminui o impulso repetitivo por açúcar ao longo do dia.

Outro ponto importante é a saciedade. Refeições pobres em gordura costumam deixar a fome voltar rápido. Já quando a alimentação inclui gordura na medida certa, o corpo libera sinais hormonais de satisfação, fazendo com que a pessoa se sinta alimentada por mais tempo. O resultado prático é menos beliscos, menos ataques à geladeira e menos busca por chocolate no meio da tarde.

Vale destacar que não se trata de liberar frituras ou alimentos industrializados. O efeito positivo está ligado às gorduras chamadas “boas”, presentes em alimentos naturais como abacate, azeite de oliva, castanhas, sementes e peixes. Além de ajudarem no controle do apetite, essas fontes também trazem benefícios para o coração e para a redução de inflamações no organismo.

Ainda assim, nem todo desejo por doce tem origem apenas fisiológica. Emoções, estresse, dietas restritivas demais e longos períodos de privação também contribuem para a compulsão por açúcar. Quando a alimentação passa a ser mais completa e menos punitiva, o cérebro entende que não há escassez, o que reduz episódios de exagero.

No fim das contas, a ciência não defende excessos, mas equilíbrio. Combinar carboidratos, proteínas e gorduras de qualidade nas refeições ajuda o corpo a funcionar de forma mais estável e, como consequência, diminui aquela necessidade constante de doce.

Com informações: Metropoles / Juliana Andrade Nutricionista

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