Secretaria de Saúde confirma 360 casos de dengue em Porto Alegre
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Secretaria de Saúde confirma 360 casos de dengue em Porto Alegre

Em 2019, mais de 90 ações de pulverização foram feitas em bairros da cidade

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Foto: Eduardo Beleske/PMPA

Neste ano, até 8 de junho, o número de pacientes com confirmação de infecção por vírus da dengue em Porto Alegre é de 360. Do total, 345 são autóctones (contraídos na cidade) e 15, importados. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta quarta-feira, 12. Segundo o Boletim Semanal da Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da SMS, até o dia 8 foram notificados 895 casos suspeitos de dengue entre moradores de Porto Alegre. Além dos 360 confirmados, 473 foram descartados e 63 continuam em investigação.

O bairro com maior número de casos confirmados é o Santa Rosa de Lima, onde 294 pessoas foram infectadas. Outros bairros com confirmação de casos autóctones foram Jardim Lindoia (14), Jardim Floresta (13), Sarandi (6), Rubem Berta (5), Bom Jesus (3) e Floresta (3), além de Cristo Redentor, Sétimo Céu, São Sebastião, Jardim Leopoldina, Jardim Carvalho, Vila Ipiranga e Jardim São Pedro, que tiveram um caso cada.

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Dos 15 casos importados,14 foram de pacientes que viajaram para fora do Rio Grande do Sul: dois de Fernando de Noronha (PE), um de Palmas (TO), um de Belém do Pará (PA), um Vitória (ES), um de Betim (MG), um de São José do Rio Preto (SP), um de Campinas (SP), dois de São Paulo (SP), dois do Rio de Janeiro (RJ), um de Dourados (MT) e um de Marechal Cândido Rondon (PR). Um paciente foi infectado em Canoas (RS).

Esses números estão sujeitos à revisão. Ainda não há previsão de pulverização de inseticida nesta semana, mas em 2019 mais de 90 ações foram feitas nos bairros com transmissão confirmada. A médica veterinária Rosa Maria Carvalho, chefe do Núcleo de Vigilância de Roedores e Vetores da SMS, destaca a importância de os moradores das áreas onde houve transmissão viral revisarem seus imóveis uma vez por semana, eliminando qualquer foco de água parada.

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Rosa Maria exalta que que o papel da comunidade em eliminar criadouros do mosquito é essencial neste momento. “Eliminar todos os focos de água parada, virar potes, garrafas, pratos de plantas, verificar se há calhas entupidas ou ralos com água são medidas simples, que exigem pouco tempo e são muito efetivas para o controle vetorial”.

Ela enfatiza ainda que, se os criadouros se mantêm, novas gerações de mosquitos nascem a cada semana, e no período de sete a 10 dias saem do ovo e passam pelas fases larva, pupa e começam a voar. Por isso, eliminar focos de lixo e limpar os pátios, fazendo vistorias semanais ou sempre após a ocorrência de chuvas, são medidas recomendadas pelos técnicos da SMS.

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O apelo também é no sentido de que as pessoas adotem medidas preventivas individuais, como uso de repelente corporal e elétrico. E, no caso de sintomas compatíveis com a dengue – febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, pintinhas vermelhas na pele, fraqueza, dor muscular e nas juntas, náuseas e vômitos – procurem atendimento de saúde o mais rapidamente possível. (PMPA)

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