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Um novo protesto contra o racismo e também para homenagear João Alberto Freitas, morto na última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, em Porto Alegre, foi marcado para esta segunda-feira (23), desta vez no Carrefour da avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon. O protesto começou tranquilo, mas terminou com a polícia dispersando os manifestantes quando começou a anoitecer. Foi ateado fogo na avenida, e os policiais usaram bombas de efeito moral. O supermercado do bairro Passo D’Areia, onde a vítima morreu, que estava fechado desde o crime, reabriu nesta segunda.

A manifestação havia sido marcada para as 18 horas, e o trânsito foi interrompido pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), que divulgou rotas de desvio para os dois sentidos da avenida Bento Gonçalves.

Durante a manifestação, centenas de pessoas levaram faixas e cartazes pedindo justiça. Os momentos de tensão começaram quando manifestantes atearam fogo em madeiras e objetos na via. Policiais do batalhão de choque da Brigada Militar, que já estavam no local, passaram a dispersar o protesto com uso de bombas de efeito moral.

Crime

João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, foi morto na noite de quinta-feira (19) por seguranças do supermercado. Segundo a Polícia Civil, após um desentendimento com uma funcionária no caixa do estabelecimento, o homem, que é negro, foi levado para o estacionamento, onde ocorreram as agressões.

A funcionária é fiscal de caixa. Ela alegou que o cliente, que fazia compras com a sua mulher, teria gesticulado e falado algo que a fez sentir ameaçada, e os seguranças foram acionados. Nas imagens das câmeras de vigilância, é possível ver o homem sendo imobilizado e levando vários socos de dois seguranças. Os agressores foram presos. Um deles é policial militar temporário.

Os supermercado ficou fechado na sexta e também no final de semana, após as manifestações da sexta. A segurança foi reforçada no local. “O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão”, afirmou a rede em nota. (O Sul)