Com a chegada do verão e das temperaturas elevadas, o corpo humano passa a perder mais líquido por meio do suor. A desidratação é uma das principais causas de atendimentos relacionados ao calor excessivo nessa época do ano, especialmente entre crianças, idosos e pessoas que praticam atividades físicas. Diante desse cenário, a hidratação adequada e uma alimentação mais leve tornam-se fundamentais para manter a saúde e o bem-estar.
De acordo com a nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, Kamila Valduga, o calor intenso exige adaptações na rotina alimentar. “No verão, o organismo trabalha mais para regular a temperatura corporal. Quando a ingestão de água é insuficiente ou a alimentação é muito pesada, surgem sintomas como cansaço excessivo, dor de cabeça, tontura, queda de pressão e dificuldade de concentração”, explica.
A especialista destaca que muitos sinais de desidratação e alimentação inadequada passam despercebidos no dia a dia. “Sensação de estufamento, inchaço, indisposição e até irritabilidade podem estar relacionados à falta de líquidos e ao consumo excessivo de frituras, alimentos gordurosos ou ultraprocessados”, alerta.
Crianças, idosos e pessoas fisicamente ativas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor. Isso porque a percepção da sede pode ser reduzida ou a perda de líquidos ocorre de forma mais intensa. Por isso, esse público precisa de estímulo constante para beber água e consumir alimentos ricos em líquidos e nutrientes”, reforça a nutricionista.
O que priorizar (ou não) na alimentação durante o verão
Para enfrentar os dias quentes com mais disposição, a recomendação é apostar em refeições leves, frescas e equilibradas. Frutas como melancia, melão, laranja e abacaxi, além de verduras e legumes, contribuem para a hidratação e fornecem vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do organismo.
Segundo o chefe de Serviço da Emergência do Hospital Moinhos de Vento, João Pedro Bidart, a água deve ser consumida ao longo de todo o dia, mesmo sem sede. Sucos naturais, água de coco e preparações simples também ajudam, mas não substituem a água. “Uma recomendação importante é manter horários regulares para as refeições, evitando longos períodos em jejum, o que auxilia na hidratação e nutrição”, destaca.
Por outro lado, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, frituras e alimentos ultraprocessados deve ser evitado – ou ao menos diminuído. “Esses alimentos dificultam a digestão, aumentam a sensação de calor e podem contribuir para a desidratação”, completa Bidart.
Adaptar a alimentação à rotina de verão é uma estratégia simples, mas eficaz, para garantir energia, leveza e qualidade de vida durante a estação mais quente do ano. Ao ouvir os sinais do corpo e fazer escolhas conscientes, é possível aproveitar o verão com mais saúde e bem-estar.



