O fenômeno climático El Niño pode voltar a se manifestar em meados deste ano, elevando o risco de eventos extremos em diferentes regiões do planeta. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), órgão de pesquisa vinculado ao governo federal dos Estados Unidos, há 40% de probabilidade de o fenômeno se configurar em junho. Essa chance sobe para 60% em setembro.
Caso se confirme, o El Niño tende a provocar impactos como chuvas intensas, secas severas, queimadas e cheias, embora ainda não seja possível determinar a intensidade de seus efeitos. No Rio Grande do Sul, o fenômeno historicamente está associado ao aumento de chuvas volumosas e à elevação do risco de enchentes.
O episódio mais recente ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para que esses dois anos figurassem entre os mais quentes já registrados. Na sequência, instalou-se uma La Niña, fenômeno oposto, que apresentou intensidade abaixo do padrão habitual.
O que é o El Niño e como ele afeta o clima
O El Niño e a La Niña fazem parte de um ciclo climático caracterizado por variações na temperatura das águas do Oceano Pacífico, influenciadas pelo padrão dos ventos. Quando as águas da região equatorial do Pacífico ficam mais quentes do que o normal, configura-se o El Niño, que provoca aumento médio da temperatura global.
No Brasil, os efeitos incluem seca nas regiões Norte e Nordeste e chuvas intensas no Sul e Sudeste. Já a La Niña ocorre quando há resfriamento dessas águas, produzindo efeitos inversos aos do El Niño.
Esses fenômenos se alternam com períodos de neutralidade climática, mas o comportamento não segue um calendário fixo. Os ciclos costumam variar entre dois e sete anos. Embora cientistas realizem projeções com base em dados meteorológicos e oceânicos, as estimativas são atualizadas regularmente devido às incertezas inerentes ao sistema climático.



