Uma nova legislação adotada pela Holanda passou a restringir a manutenção de gatos com características genéticas ligadas a sofrimento físico. A norma, válida desde o início de janeiro, foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e tem como foco reduzir danos causados por seleções genéticas feitas exclusivamente por razões estéticas.
A lista inclui raças como o Scottish Fold, cuja mutação que dobra as orelhas afeta toda a cartilagem do corpo, podendo causar dores crônicas e dificuldades de locomoção. Também estão proibidos gatos sem pelo, como o Sphynx, que apresentam maior vulnerabilidade a infecções, queimaduras solares e câncer de pele.
A legislação amplia restrições já existentes no país desde 2014, quando a reprodução animal com traços hereditários prejudiciais foi vetada. Com a mudança, passam a ser ilegais também a compra, a venda e a posse desses gatos, além de sua participação em exposições felinas e concursos.
Animais adquiridos antes da vigência da norma poderão permanecer com seus tutores, desde que sejam registrados por identificação eletrônica até o fim de 2025. O não cumprimento da lei pode gerar sanções financeiras de até 1.500 euros por animal.


